O futebol feminino será a única modalidade dos Jogos Pan-Americanos do Rio que terá disputas antes da cerimônia de abertura, no dia 13. A estréia da seleção feminina será na quinta-feira, dia 12, contra o Uruguai. Para este jogo o técnico Jorge Barcellos ainda não contará com a melhor jogadora do mundo, a meia Marta, que está na Suécia disputando as finais do campeonato local. Ela só deve estrear na segunda partida do Brasil, contra a Jamaica.
A seleção conta com três paranaenses: a volante Renata Costa, de Assaí (36 km a leste de Londrina), a goleira Andréa Suntaque, nascida em Nova Cantu (120 km ao sul de Campo Mourão), e a zagueira Simone Jatobá, de Maringá. As duas primeiras estão na seleção há mais de cinco anos e estiveram presentes nas campanhas do Pan-Americano de Santo Domingo-2003, quando o Brasil foi campeão, e nas Olimpíadas de Atenas-2004, quando ganharam a medalha de prata.
Renata Costa, 21 anos, que sempre atuou no meio-de-campo, neste Pan do Rio será improvisada na zaga, conforme informou o seu pai, Antônio Leopoldino da Costa, que mora em Assaí e vem conversando com a atleta quase todos os dias. A seleção realizou os treinamentos em Goiânia e chegou à Vila Pan-Americana na última quinta-feira.
De acordo com Antônio Costa, como no mês passado a zagueira maringaense Jatobá estava se recuperando de contusão, o técnico Barcellos testou Renata na defesa em dois amistosos que o Brasil fez nos Estados Unidos contra a seleção americana, entre os dias 18 e 25. ''Ela deu conta do recado e o treinador aprovou a mudança'', contou o pai. No primeiro amistoso, as brasileiras perderam por 2 a 0 e no segundo, já contando com as atacantes Pretinha e Formiga, que atuam nos EUA, o Brasil empatou por 1 a 1.
''Nossa meta no Pan será repetirmos o título de 2003 para garantirmos vaga na Olimpíada de Pequim'', disse Renata à Folha, em recente passagem por Londrina. Revelada na Portuguesa Londrinense, ela jogou em Maringá, em Marília e no Santos antes de ir para o Botucatuense-SP - atual campeão paulista e da Copa Brasil Feminina. O projeto da jogadora é se transferir para o exterior ao final do ano, quando encerra seu contrato com a equipe paulista. De acordo com o pai, um empresário apresentou a ela propostas de clubes da Suécia, Alemanha e Estados Unidos.
O futebol estrangeiro seria uma saída em busca de reconhecimento. Afinal, Renata e outras atletas da seleção que atuam no Brasil ganham em torno de R$ 1 mil de salário, conforme ela revelou à Folha. Na busca de tentar segurar alguns talentos no Brasil, a CBF começou a pagar uma bolsa-atleta complementar às jogadoras, enquanto estiverem defendendo a seleção.

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