Ao contrário do que estava previsto, o Londrina enfrentará o Remo em Belém, às 20h45 da próxima terça-feira, no Estádio Evandro Almeida, o Baianão, e não mais no Mangueirão, na rodada que encerra a primeira fase da Série B do Campeonato Brasileiro. O Baianão tem capacidade para 20 mil pessoas; o Mangueirão comporta 60 mil. Ao optar pela mudança, a justificativa dos dirigentes paraenses é a de que o Baianão - localizado em uma área central - poderá atrair um número maior de torcedores.
O Remo aposta na influência da torcida local na tentativa de manter a liderança do Grupo A - 17 pontos ganhos contra 15 do vice Londrina. Outra decisão que pode motivar a presença do público: os ingressos, que custariam R$ 8,00, terão preço único de R$ 4,00. A mudança também atende as conveniências da Tuna Luso, que prefere utilizar o Mangueirão para evitar que o Gama, beneficiado pelo empate, tenha mais condições de explorar a retranca.
Reforço - O centroavante Maurílio, 28 anos e 1,75 m de altura, já se considera ‘praticamente contratado’ pelo Londrina. O atacante, que mora em Campinas, disse ontem à noite à Folha que tudo depende apenas da rescisão do compromisso entre ele e a Ponte Preta. ‘‘Meu procurador (Marco Aurélio) aceitou as bases que o Londrina me ofereceu. Amanhã (hoje), ele fará uma consulta à Parmalat (a patrocinadora do Palmeiras detém o passe do atleta), mas acredito que não haverá maiores problemas’’, disse Maurílio.
O jogador garante que a possível troca de divisões não o incomodaria. ‘‘Sair da Série A para a Série B representaria mais um desafio na minha carreira. Seria legal ajudar o Londrina a subir para a elite do futebol brasileiro’’, afirmou Maurílio, que, além de Palmeiras e Ponte, atuou no Paraná Clube (duas vezes), Logro¤es (Espanha), Goiás, Santa Cruz, Juventude e Grêmio.
Enquanto aguarda a resposta oficial de Maurílio, o coordenador-geral do Londrina, Célio Guergoletto, anunciou ontem mais um reforço: o quarto-zagueiro Amarildo, que defendeu a Portuguesa Londrinense na Copa Paraná. Para liberá-lo, o diretor de futebol da Lusa, Amarildo Vieira, exigiu a volta imediata do também zagueiro Alemão Montini, que estava emprestado ao Londrina.
Amarildo participou da temporada de 92 pelo Londrina e retorna ao clube disposto a mostrar que tem futebol para vestir a camisa titular. ‘‘Estou no ritmo ideal e em condições de entrar logo no time. Em apenas dois coletivos, acho que vou me entrosar ao esquema que o Varlei utiliza. Aliás, eu já atuei no 3-5-2 nos tempos de Mogi Mirim’’, lembrou Amarildo, que também passou pelo Rio Branco de Paranaguá, Inter de Porto Alegre e Ponte Preta, entre outras equipes. ‘‘Varlei me conhece bem e sabe que serei útil.’’
Alemão Montini confessa que o troca-troca o pegou de surpresa. ‘‘Parece que o Varlei não gostou de mim, mas não tem problema. Se não agradei, paciência. Tenho a consciência tranquila. Trabalhei honestamente. Agora, só quero pensar na Portuguesa, que sempre me valorizou’’, desabafou o zagueiro, sem disfarçar um pouco de mágoa.
Os três titulares da zaga têm diferentes problemas: Ivanildo está pendurado com dois cartões amarelos, Valder cumpre a última das três partidas de suspensão e Carlos Alberto, que sofreu estiramento muscular na parte anterior da coxa, corre o risco de ficar de fora. O segundo volante Wagner, que se recupera de uma fratura no osso da palma da mão, permanecerá durante 20 dias em tratamento, mas pretende tirar o gesso para entrar em campo.
As chuvas estão prejudicando os treinamentos do Londrina no Estádio Vitorino Gonçalves Dias (VGD), que ontem estava novamente alagado. Por isso, Varlei decidiu levou os jogadores para um animado show-ball no Moringão. Até ele reforçou um dos times (oito de cada lado) em um descontraído jogo - inventado pelos norte-americanos - em que a bola não pára nunca. Varlei, alvo de muitas brincadeiras, saiu derrotado da quadra. ‘‘Só perdi nos pênaltis’’, reagiu.

mockup