Rio - Um dos relatores da Lei Geral da Copa, o deputado Vicente Cândido (PT-SP) disse ontem que parte dos veto presidente Dilma Rousseff tem potencial para provocar novas ''turbulências'' na relação do governo com a Fifa.
Segundo o deputado, isso pode ser motivado pela manutenção das leis estaduais que tratam da meia-entrada em eventos esportivos. Para o petista, a entidade máxima do futebol pode entrar na Justiça contra a medida. ''Nesse caso, a meia-entrada pode criar uma turbulência ainda'', disse o deputado.
Ao justificar o veto, o governo argumentou que uma lei federal não pode determinar a ''aplicabilidade de normas de outros entes da Federação''.
''O veto abre espaço para litígio, para exigência da meia-entrada. Para a Fifa, ou ela pratica ou negocia suspensão nos estados e municípios. Talvez, um caminho alternativo seja abrir cota de meia-entrada na categoria 3, isso pode satisfazer os estudantes e resolver a questão''.
Pela proposta do Congresso, a meia-entrada para estudantes estava restrita à categoria 4, de ingressos populares, com 300 mil entradas colocadas à venda. Com a derrubada da presidente, todas as categorias podem ter meia-entrada.
Visto eletrônico
O deputado Otavio Leite (PSDB-RJ) criticou o veto da à emissão de vistos eletrônicos para turistas estrangeiros. ''Foi uma violência contra o turismo nacional. Com o visto eletrônico, teríamos uma grande facilidade para estrangeiros visitarem o Brasil. O veto afasta esses turistas'', disse. (Folhapress)

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