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Esporte

m de leitura Atualizado em 31/03/2022, 11:09

Relação da mídia francesa com Neymar vai de charges a ofensas pessoais

PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 31 de março de 2022


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SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) - Desde que deixou o Barcelona para reforçar o Paris Saint-Germain, em 2017, Neymar inspira constantemente manchete de jornais franceses. O atacante, que se tornou a transferência mais cara na época, tem suas atuações analisadas com holofotes e é muitas vezes o primeiro a ser lembrado (e cobrado) nos deslizes da equipe da capital da França.

Com a eliminação para o Real Madrid nas oitavas da atual edição da Liga dos Campeões, o camisa 10 do time parisiense foi apontado como um dos principais responsáveis pela queda que marcou o fracasso do projeto inicial entre atleta e clube. Além disso, o brasileiro foi personagem de uma charge publicada no jornal 'L'Equipe' nesta semana.

Na imagem, Neymar está a caminho da França e um agente do aeroporto o questiona sobre o motivo do retorno: "trabalho ou turismo?". A charge critica não só as atuações recentes como também o comprometimento do jogador.

No entanto, até chegar ao nível atual, a relação entre a mídia francesa e a principal estrela do PSG passou por diferentes etapas. Foi de elogios, críticas ao extracampo, decepções com atuações até ofensas pessoais.

Em 2017, pouco depois de sua chegada, o jornal 'Le Parisien' publicou uma matéria chamada "A face oculta de Neymar" para tentar explicar a personalidade do astro diante da polêmica com Edinson Cavani. Entretanto, apenas alguns meses depois, ele foi eleito a personalidade do futebol francês daquele ano pelo 'L'Equipe'.

No ano seguinte, as polêmicas envolvendo viagens do jogador começaram a surgir. O 'L'Equipe' revelou em uma matéria como Neymar causou racha no "elenco bagunçado" do PSG por causa do tratamento diferenciado ao dado a outros atletas. Em 2019, as críticas começaram a acontecer em peso.

No meio daquele ano, quando o camisa 10 estava sendo acusado de estupro por Najila Trindade, o 'Le Parisien' relatou que o caso "deteriorou de vez a imagem" de Neymar e embaraçava o PSG —posteriormente, a Justiça arquivou o inquérito sobre a acusação. A publicação lembrou ainda o episódio em que o atacante socou um torcedor adversário durante uma partida para corroborar a versão.

Depois, o mesmo periódico voltou a explanar os bastidores do time e os incômodos com os privilégios de Neymar. O jornal listou que "o clima ruim, as lesões recorrentes e a recente acusação de estupro" faziam o brasileiro se afastar cada vez mais do PSG.

Uma declaração do jogador elegendo a goleada do Barcelona sobre a equipe parisiense em 2017 como melhor momento da carreira serviu para deixar os ânimos mais exaltados. A revista 'France Football' disse que a frase era como um "novo terremoto" e uma "declaração de guerra".

Em 2020, o 'Le Figaro' não poupou o camisa 10 após uma derrota do PSG na Champions com o título: "Esperávamos Neymar e continuamos esperando". Naquela época, as críticas à vida do astro fora dos gramados já tinham se tornado corriqueiras.

Ele foi alvo da imprensa por ter dado uma festança e também por ter participado de um evento de moda na Alemanha enquanto se recuperava de uma lesão. No ano passado, as decepções com performances do brasileiro se intensificaram.

Após uma partida pelo Campeonato Francês, o 'L'Equipe' reprovou a atuação de Neymar com nota 3 por ter jogado "em câmera lenta". "Será que um dia encontraremos o verdadeiro Neymar? A pergunta permanece sem resposta", acrescentou o jornal, que ainda disse estar frustrado com o jogador.

Essas avaliações negativas se repetiram com o tempo. Após a eliminação para o Manchester City na semifinal da edição passada da Liga dos Campeões, a revista "France Football" deu nota 2 a Neymar e o adjetivou como "insuportável e catastrófico".

No capítulo mais recente dessa história, em 2022, Neymar já foi novamente criticado por seu extracampo com festas polêmicas e até uma viagem para visitar seu filho em Barcelona foi problematizada.

Ele também foi alvo de ofensas pessoais por parte de um jornalista da "RMC Sport", que o acusou de chegar nos treinos "no limite da embriaguez".

Em repercussão ao comentário, o astro brasileiro foi defendido por Paquetá. "Acho que isso é até desrespeitoso em se falar, em transmitir informações que não são verdadeiras", disse o companheiro de seleção.

Antes da declaração polêmica, esse mesmo jornalista criticou Neymar e Messi após a eliminação recente para o Real Madrid. "Quem poderia acreditar que era possível vencer a Champions com eles juntos em campo? Dois jogadores impróprios agora para o alto nível", disparou.

Apesar de nunca ter conquistado a Liga dos Campeões com o PSG, Neymar liderou a equipe na campanha do vice-campeonato do torneio, em 2020. Agora com 30 anos e diante de especulações sobre seu futuro, o brasileiro renovou seu contrato com o clube francês até 2025.