Santos - Adílson Batista está livre no mercado, tem experiência em Copa Libertadores da América - foi campeão como jogador, em 1995 pelo Grêmio, e vice em 2009 dirigindo o Cruzeiro - e a aprovação dos jogadores para ser o novo técnico do Santos, mas o seu nome enfrenta rejeição por parte de alguns dirigentes do clube da Vila Belmiro.
Pessoas ligadas ao presidente Luís Álvaro de Oliveira Ribeiro afirmam que o motivo é apenas um: ter sido mandado embora do Corinthians. Se não serviu para o arquirrival não pode ser bom para o Santos, alegam os contrários à ida do técnico para a Vila. Mesmo que considerem o ex-comandante corintiano o ideal para ser o substituto de Dorival Júnior, antes de voltar à mesa de negociações com ele, os dirigentes terão que quebrar a resistência interna contra a sua contratação.
O ''não'' de Abel Braga, que optou por cumprir o contrato com o Al Jazira, dos Emirados Árabes, até maio de 2011, pegou a cúpula santista de surpresa. A certeza de que ele aceitaria assumir o time neste fim de semana era tão grande que os dirigentes já se mobilizavam para contratar o meia Alex, ex-Internacional, e mais dois jogadores de nível de seleção brasileira. Até Zé Roberto, que passou com enorme sucesso clube em 2006 e 2007, e Elano faziam parte dos planos. Agora, o planejamento vai começar do zero porque o treinador que for contratado poderá pedir outros reforços.
Em entrevista à ''Rádio Globo'', Adílson Batista confirmou que foi procurado por Fernando Silva, assessor do futebol santista, dois dias depois de ter sido demitido pelo Corinthians. Embora afirme que foi apenas um início de conversa, o técnico revelou que se falou até sobre o elenco, mas que não houve uma proposta concreta. Para Luís Álvaro, o contato de Fernando com Adílson foi apenas para abrir um pouco mais o leque de opções para o caso de fracasso do plano A, o que acabou acontecendo.
''Não temos pressa'', disse Luís Alvaro, terça-feira, admitindo até a remota possibilidade de o interino Marcelo Martelotte comandar o time nos sete jogos restantes do Campeonato Brasileiro. A surpreendente derrota de virada contra o lanterna Prudente, domingo passado, na Vila Belmiro, também ajudou para que os dirigentes mudassem de postura de um momento para o outro. Como as chances de conquista do título Brasileiro diminuíram consideravelmente, eles não veem mais necessidade de contratar rapidamente um novo técnico.
Mas se o time derrotar o Internacional, sábado, em Porto Alegre, e os resultados da rodada forem favoráveis, o Santos poderá mudar de ideia outra vez e correr atrás do novo comandante para o seu futebol. Caso contrário, o clube terá tempo de sobra para esperar por Autuori, com a esperança de que ele consiga se desvincular, sem pagamento de multa, do Al Rayyan, do Catar, com quem tem contrato até maio do próximo. Ou então, que surja uma boa oportunidade no mercado, com algum treinador top perdendo o emprego. O que não tem sido raro ultimamente.

mockup