Reivindicações do Gama no 'Tapetão'
Reivindicações do Gama no Tapetão
O que quer o Gama
Permanecer na primeira divisão do Brasileiro e disputar, a partir do próximo final de semana, a seletiva para a Libertadores. O clube entende que o regulamento que tirou pontos do São Paulo e deu para Botafogo-RJ e Internacional foi alterado de maneira irregular.
O que pode acontecer
A vitória do time de Brasília no campo jurídico abre uma porta importante para volta de outros rebaixados neste ano para a primeira divisão.
O que a CBF pode fazer
Recorrer da decisão que inclui o Gama na primeira divisão ao Tribunal de Justiça do DF em busca de um agravo de instrumento que a desobrigue de cumprir a ordem ou tentar uma medida jurídica no próprio Estado do Rio de Janeiro.
ENTENDA O CASO
1ª parte - O tapetão entra em cena
19.out - A Comissão Disciplinar, com base em uma alteração do CBDF (Código Brasileiro Disciplinar do Futebol), transfere para o Botafogo-RJ, ameaçado pelo rebaixamento, três pontos do São Paulo e inicia uma batalha jurídica entre os dois clubes.
9.nov - A mesma comissão transfere para o Internacional um ponto do São Paulo.
10.nov - A comissão muda sua decisão é dá mais dois pontos ao Internacional. A CBF e o Clube dos 13 comemoram. Na rodada final da primeira fase, o Gama empata com a Ponte Preta e termina, na média do rebaixamento, atrás de Botafogo-RJ e Internacional. Com isso, o time de Brasília cai e Botafogo-RJ e Internacional permanecem na Série A. O São Paulo ganha do Vitória e se classifica para as quartas-de-final.
A classificação final do rebaixamento
Internacional - 1,27
Botafogo-RJ - 1,25
Gama - 1,24
Paraná - 1,09
Juventude - 1,09
Botafogo-SP - 1,00
Como ficaria sem a intervenção do tapetão
Gama - 1,25
Botafogo-RJ - 1,18
2ª Parte - O Gama rouba a cena
13.nov - O clube de Brasília entra com uma ação na Justiça comum e obtém uma tutela antecipada obrigando a CBF a manter o time na primeira divisão e incluí-lo na seletiva para a Libertadores.
16.nov - A Justiça manda um oficial levar a sentença à CBF.
17.nov - A entidade se recusa a receber a sentença e o juiz determina que dois oficiais, acompanhados de policiais, obriguem a CBF a acatar a ordem, sob pena de prisão de um de seus representantes e de paralisação da
seletiva.
Fonte: Agência Folha





