‘‘Nós temos um time mais baixo que os outros. Na verdade, não nos falta um americano. Falta um jogador alto, que nos dê mais opções táticas’’, acredita Ivan Bonomi, hoje o jogador mais importante do Apuel/Sercomtel.
Pronto para disputar o campeonato sem ouvir o treinador passar instruções em inglês, o pivô acredita que a torcida de Londrina, embora cada vez mais exigente, irá compreender o basquete simples e pragmático que a equipe deve apresentar em todos os jogos.
O pivô sabe melhor do que nenhum outro jogador a força da torcida de Londrina. ‘‘Quando chega algum novato, a gente costuma dizer que agora ele vai conhecer uma torcida de verdade’’.
Filho da classe média paulistana, Ivan experimentou tênis e natação e começou a jogar basquete por imposição do pai (Antônio Bonomi diretor da Agência Nacional de Petróleo).
Passou a atuar como ala, posição em que começou a carreira no Rio Claro, em 1992. Em 1993 e 94, esteve no Sírio. ‘‘Quase não jogava de titular, larguei duas vezes a faculdade de administração de empresas, pensei em abandonar a carreira’’. Aprovado em uma peneirada na equipe do Telesp, voltou a se destacar como pivô. Após ajudar o Londrina a subir para a Liga Nacional em 1996, tornou ídolo da torcida. ‘‘Penso em Seleção de novo, mas, na verdade, sei que nos confrontos internacionais minha estatura (baixa para um pivô) pesa’’, diz Ivan.

mockup