Curitiba - O temor de que o impasse na definição da tabela da segunda fase do Campeonato Paranaense fosse parar na Justiça comum se tornou real. Ontem, o advogado e torcedor atleticano Ricardo Campelo, com base no Estatuto do Torcedor, protocolou uma ação na 9ªVara Cível de Curitiba, solicitando que cumpra-se o regulamento e o polêmico artigo 9º do documento que estabelece que o campeão da primeira fase tenha sete mandos no turno decisivo, seja seguido à risca. E mais, como precaução, antes mesmo da decisão do STJD que irá julgar o caso no dia 26, Campelo pediu para que o início da segunda fase seja suspenso.
  Campelo entende que a FPF ao divulgar a tabela da segunda fase na semana passada, sem seguir o que trazia o texto original do regulamento, feriu o Estatuto. ‘‘O regulamento não pode ser alterado no meio da competição, enviando uma tabela diferente do que estava previsto’’, pontuou o atleticano.
  O primeiro a reclamar foi o próprio clube. O Atlético que está a um ponto de ser declarado campeão do turno, ao ver a tabela contestou, pois ao invés de jogar sete vezes em casa, jogaria apenas quatro, seguindo uma interpretação da FPF. Assim, entrou com uma ação no STJD para que tivesse as vantagens do regulamento garantidas. O processo, contudo, será julgado apenas no dia 26 de março, dois dias antes do início do turno final.
  E nesse ponto, cria-se um novo impasse. Dois dias - 48 horas - é o período mínimo estabelecido pelo Estatuto para que os ingressos dos jogos sejam disponibilizados ao torcedor. ‘‘Estou pedindo a suspensão do início da segunda fase, pois o julgamento vai ser quinta-feira a tarde e o jogo do Atlético seria no sábado. Não haveria tempo hábil para venda de ingressos’’, contestou o torcedor Ricardo Campelo.
  Para o campeonato não ser paralisado, a expectativa dos clubes nesse momento é de que o julgamento do caso no STJD seja antecipado para o dia 23 de março.

mockup