Porto Alegre, 26 (AE) - Treze dias depois de ter sido nocauteado durante uma partida de futebol, o zagueiro Régis, do Caxias, continuava em coma.
Neste sábado, fará duas semanas que ele foi agredido pelo atacante Darzoni, do Santo Angelo. Régis sofreu um edema cerebral e micro-hemorragias disseminadas na parte frontal do cérebro. O médico Aloir de Oliveira, do Caxias, teme que a severidade da agressão - um murro desferido em pleno ar, acertando em cheio o lado direito do rosto da vítima, que caiu em convulsões e logo ficou inconsciente - retire qualquer chance do zagueiro retornar à profissão. "Neurologicamente, a recuperação tem sido lenta", confirmou hoje outro médico do clube, José Carlos Prataviera.
Reagindo a estímulos, Régis movimenta braços e pernas. Também respira sem ventilação mecânica, ajudado por uma traqueostomia. O jogador está na UTI do hospital Medianeira, em Caxias do Sul. O zagueiro levou o soco quando o jogo Santo Angelo 1 x Caxias 1, pela Copa Mais Fácil, já estava nos descontos, sem qualquer pretexto de disputa de bola. Darzoni recebeu 29 dias de punição, mais multa de R$ 120,00, pelo Tribunal de Justiça Desportiva (TJD), da Federação Gaúcha de Futebol (FGF).
Hoje, o advogado Henry Maggy, do Caxias, disse que o clube enviou uma cópia da fita de vídeo com o lance da agressão, um laudo médico sobre o estado de saúde de Régis e os nomes de duas testemunhas à delegacia de polícia de Santo Angelo, onde foi registrada ocorrência. Os documentos, segundo ele, serão juntados ao inquérito policial. No cível, além de processar Darzoni e o Santo Angelo, o clube estuda uma representação contra o patrocinador da Copa Mais Fácil, uma empresa de loterias.

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