Regata Eldorado/Brasilis termina terça em Vitória
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sexta-feira, 28 de janeiro de 2000
Por Fabrício Lima 
Vitória, 28 (AE) - Os três veleiros que disputam a Regata Eldorado-Brasilis entraram hoje no nono dia de competição a todo vapor. Depois de terem passado pela Ilha da Trindade, no extremo leste do litoral - ponto mais distante do País -, os veleiros Albatroz, Normandie e Mar sem Fim deverão estar chegando a Vitória na terça-feira, na Praia do Camburi.
Até hoje à tarde nenhum dos três veleiros reportaram suas posições, velocidade ou o rumo que estão seguindo. Tudo isso porque os veleiros encontram-se um pouco distante, cerca de 100 milhas, do rebocador de alto mar Tridente, ao qual deveriam passar estas informações.
A razão para que o Tridente permaneça tão distante da flotilha da Eldorado-Brasilis é que o primeiro distrito naval da Marinha, no Rio de Janeiro, ordenou que o rebocador acompanhe de perto os movimentos do velejador solitário e trapalhão, Franco Euclydes. Na primeira perna da regata, Franco conseguiu mobilizar a todos porque seu veleiro Sophy não tinha comunicação de rádio e a Marinha não podia localizá-lo. Franco chegou a Trindade dois dias após os outros veleiros.
Hoje ele aprontou mais uma. O motor de seu barco se desprendeu e caiu no mar. A sorte é que estava amarrado, mas como não conseguia puxá-lo para dentro da embarcação, Franco pediu ajuda para o rebocador Tridente, o qual teve de fazer uma arriscada manobra para salvar o motor. Um bote com marinheiros foi até Sophy, pegou o motor e o trouxe para o rebocador. Depois de uma rápida inspeção notou-se que o motor estava travado, com as velas enferrujadas e demostrando falta de manutenção e responsabilidade por parte do velejador.
A Regata Eldorado-Brasilis saiu no dia 20 de Vitória, no Espírito Santo, para percorrer 1.200 milhas (cerca de 2.500 quilômetros) até a Ilha da Trindade e retornando para Vitória. Dessa forma já pode ser considerada uma das regatas mais complicadas e difíceis do Brasil.
Basta dar uma olhada nos outros barcos que tiveram de desistir. Os organizadores querem repeti-la no próximo ano ou em 2002.


