Reformulada, Segundona promete ser mais empolgante
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quarta-feira, 10 de março de 2004
Thiago Mossini 
A Segunda Divisão do Campeonato Paranaense será bem diferente e empolgante este ano. Ontem a Federação Paranaense de Futebol (FPF) divulgou o regulamento e a tabela da competição (veja quadro ao lado), que começa no dia 25 de abril. A principal mudança foi a fusão das antigas Séries A-1 e A-2 segunda e terceira divisões, respectivamente. Com isso, o torneio passa a ser denominado Série Prata. A FPF decidiu pela fusão alegando, que, quando foram disputadas de forma separadas, não demonstraram progresso técnico e não revelaram nenhum atleta.
''Acredito que com essa fusão, o campeonato terá mais rivalidade e seja mais atrativo, organizado e estruturado. A Série A-2 não tinha estrutura e disciplina nenhuma'', afirmou o presidente do Comercial, Francisco de Oliveira.
As 21 equipes participantes foram divididas em dois grupos. A fase de classificação será disputada em turno e returno. Os três primeiros colocados de cada chave garantem vaga no hexagonal que apontará os dois times que subirão para a Série Ouro de 2005.
No grupo A, estão as equipes do Sudoeste e Sul do Estado: Cascavel, de Cascavel; Foz do Iguaçu, de Foz do Iguaçu; Centro Paranaense de Futebol (CPF), de São José dos Pinhais; Operário, de Ponta Grossa; Fanático, de Campo Largo; e Império, de Toledo. Já no grupo B, ficaram os clubes do Norte e Noroeste: Águia, de Maringá; Noroeste, de Ivaiporã; União Platinense, de Santo Antônio da Platina; Comercial, de Cornélio Procópio, Engenheiro Beltrão, de Engenheiro Beltrão; e Portuguesa, de Londrina.
Entre as 12 equipes, existem grupos distintos de objetivos, além de chegar à divisão principal do futebol paranaense. Nos casos de Comercial e Operário, a meta é recuperar o prestígio e a tradição que ficaram esquecidos no passado dos clubes. O time de Cornélio Procópio foi campeão paranaense em 1961, mas depois veio a decadência e a extinção. No ano passado, um grupo português assumiu o comando do clube. Para este ano, a promessa é de um time forte, que brigue pelo título. ''Estamos montando uma equipe que consiga o acesso para a Primeira Divisão, que é o nosso compromisso com a cidade'', garantiu o presidente.
Com a equipe pontagrossense, uma das mais antigas do Paraná, não é diferente. Vice-campeão estadual em 29, 38, 58 e 61, campeão da Segundona em 69 e terceiro colocado na Série B do Brasileiro de 90, o Operário quer reviver os tempos do ''aterrorizante'' Trem Fantasma. O palco, ao menos, será o mesmo. O Estádio Germano Kruger foi reformado e estará em condições de receber as vítimas, ou melhor, os adversários. Mas por enquanto a equipe ainda não assusta. Os dirigentes do clube, aguardam o término da segunda fase da Série Ouro para montar o time.
Nos casos de Cascavel e Portuguesa, as equipes querem voltar para a divisão de elite, de onde saíram no ano passado. A Lusinha acertou uma parceria esta semana com um grupo forte de empresários londrienenses para garantir o acesso.
Foz do Iguaçu e União Platinense querem surpreender. O time do Oeste se reforçou com jogadores que não estavam sendo aproveitados no Cruzeiro e no Fluminense, na maioria jovens. A última contratação foi o meia Nelinho, 26 anos, que já passou pelo Coritiba e por clubes da Suíça. Já a equipe do Norte Pioneiro ainda aguarda o pagamento do prêmio de R$ 50 mil pelo terceiro lugar na Copa Sesquicentenário e o acerto com um patrocinador para montar o elenco. ''Vamos pegar a base de alguma equipe que está disputando a primeira divisão'', explicou o técnico Nilson Aragão, que no ano passado levou o time ao título da Série A-2.
Ainda existem os clubes que participarão sem muitas pretensões, como é o caso do Noroeste. O time, que se transferiu de Mandaguari para Ivaiporã, só confirmou na terça-feira a participação no torneio, devido à problemas financeiros.


