Zurique, Suíça - Antes da eleição do novo presidente Gianni Infantino, a Fifa aprovou uma série de mudanças pra tentar dar mais transparência a entidade. Representantes de 179 países (89%) votaram pelas reformas propostas pelo camaronês Issa Hayatou, presidente interino.
Alvo da investigação do FBI, o Comitê Executivo foi reformulado. O órgão, que se chamará agora Conselho, foi ampliado de 25 para 36 assentos e seus integrantes não terão mais o cargo vitalício. O novo organismo também vai abrir seis vagas para mulheres (uma por continente). Os dirigentes aprovaram também a publicação anual dos salários do presidente, dos membros do Conselho e do secretário-geral. Os mandatos dos integrantes desses cargos, assim como das instâncias judiciais, foram limitados em no máximo 12 anos. Joseph Blatter comandou a Fifa por 18 anos. Já João Havelange ocupou o cargo por 24 anos.
"Está em jogo o futuro da Fifa depois de um ano de crises e mudanças. Devemos
aproveitar esta ocasião e aprovar as reformas para construirmos a Fifa de uma maneira mais forte e evitar que acontecimentos destes últimos meses não voltem a acontecer", disse o camaronês Issa Hayatou ao pedir os votos dos filiados.
Desde maio, a Fifa protagonizou uma série de escândalos. Mais de uma dezena de dirigentes estão presos.
As medidas aprovadas no Congresso Extraordinário desta sexta se limitam apenas ao funcionamento da Fifa e não serão aplicadas nas federações nacionais. Mesmo com a mudança no Comitê Executivo, o brasileiro Fernando Sarney será mantido no cargo no novo Conselho.

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