A reforma na pista do Autódromo Internacional Ayrton Senna não agradou a todos os pilotos da Stock Car. Com experiência em pistas por todo o mundo, Luciano Burti aponta problemas que a tentativa de melhorar o traçado para receber a categoria turismo não solucionou.
Sem querer ''falar de forma negativa'', o piloto da Itaipava Racing Team avaliou que as modificações na pista ''não ficaram dentro do ideal''. O ponto crucial é a situação do asfalto. Na curva número 1, do Estádio, e nas curvas que antecedem a reta final o asfalto ainda está muito ondulado.
''Nas duas últimas o problema parece ser o mesmo do ano retrasado. A pista está difícil. Tentaram arrumar, mesmo com dificuldade de conseguir recurso, que depende de verba do governo. Porém, o que foi feito tecnicamente não foi bom'', explicou.
Ele acredita que o mais importante seria o recape total da pista. ''Isso teria resolvido o maior problema. As áreas de escape são o de menos. Nisso dá-se jeito. Um asfalto novo, com boa aderência e sem muita ondulação vira outra pista'', opinou ele, sem desmerecer a necessidade de segurança. ''Mas isso não quer dizer que não é perigoso numa categoria como a Stock Car correr sem área de escape'', frisou em seguida.
Já o piloto Christian Fittipaldi tem opinião diferente de Burti. Quando voltou ao mundo da velocidade brasileiro, estreou na pista londrinense pelo Trofeo Linea, em julho. ''Acho que andaram de marcha ré na reforma. Não entendi o motivo destas alterações'', opinou.
Para ele, a pista de Londrina sempre esteve perfeita. ''Fiquei surpreso e sem entender o que fizeram com o 'S' da primeira curva. As curvas 1 e 2 para o Stock realmente são apertadas, mas são iguais para todos. Achei o S sem nexo. Para mim ficou pior'', afirmou.
Porém, ambos concordam com a ineficácia da ''gambiarra'' que fizeram na curva do Estádio. Na tentativa de ampliar a área de escape, colocaram 'tartarugas' para demarcar o trajeto. Alguns carros ficaram danificados, entre eles o de Burti e Marco Gomes. No final da tarde, depois de uma reunião com a Confederação Brasileira de Automobilismo (CBA), a demarcação foi retirada.
É importante frisar que no acordo entre Prefeitura de Londrina e Vicar, empresa que organiza a Stock Car, para voltar a realizar a etapa em Londrina o recape do asfalto ficou acertado para 2011. A principal exigência foi ampliar as áreas de escape.
Os ingressos de arquibancada custam R$ 30,00 (inteira) e R$ 15 (meia). Os passes de visitação dos boxes custam R$ 60,00 e o paddock R$ 200,00. Os pontos de venda são Postos Esso, Lojas Goodyear e concessionárias Chevrolet de Londrina.

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