São Paulo - Acosta, Lulinha, Dentinho, Finazzi? Não, a arma do técnico Mano Menezes para derrubar o Goiás na Copa do Brasil é o meia Eduardo Ramos, que acaba de chegar do Anápolis. Isso mesmo: o jogador, apresentado ontem no Parque São Jorge, já está escalado para o jogo decisivo pelas oitavas-de-final - o Corinthians tem de fazer 2 a 0 ou vencer por três gols de diferença para avançar, depois de perder por 3 a 1 na primeira partida, no Serra Dourada.
É uma grande ironia, já que Eduardo Ramos nasceu para o futebol no próprio Goiás, clube no qual ficou por 7 anos, sempre nas categorias de base. Depois, passou por Grêmio, Pierikos, da Grécia, e estava no Anápolis. ''Mas não sou filho ingrato, não. Tenho de buscar o que é melhor para meu futuro'', afirma.
O histórico de Eduardo pode animar os corintianos: pelo Anápolis, ele enfrentou o Goiás quatro vezes no ano, vencendo três e marcando dois gols. ''Já conheço o elenco atual bem e vou procurar ajudar ao máximo o Mano (Menezes, que indicou sua contratação). O que precisar de dicas, vou passar.''
Aos 22 anos, Eduardo Ramos assinou contrato por quatro temporadas e chega com rótulo de ''jogador de grande futuro, que preenche todos os requisitos para defender o Corinthians'' - palavras de Mário Gobbi, vice-presidente de Futebol. O dirigente só não quis comparar o jogador com Kaká, astro do Milan, como havia acontecido na semana passada.
Eduardo Ramos, de cara, também não gostou. ''Não tem nada a ver e não é bom que tenham esta expectativa. Estou chegando agora e não fica legal a comparação'', diz, num primeiro momento. Então, seu futebol se assemelha com qual jogador? Sem pensar, arranca risos. ''Com o do Kaká. Sempre estou buscando o gol, em arrancadas, ou tentando deixar um companheiro na cara do gol.''

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