Onze anos depois de se mudar para São Paulo, para jogar nas melhores equipes do País, o goleiro Alê, 30 anos, da seleção brasileira de handebol, está de volta ao handebol maringaense. Ele irá jogar com o time adulto da Umimed/Maringá, que retornará à Liga Nacional em agosto deste ano, com a pretensão de terminar entre os quatro primeiros colocados.
Também assumiu a preparação física da equipe e coordenará um projeto de captação de recursos junto à iniciativa privada e às empresas públicas para que a cidade volte a ter uma das melhores equipes do Brasil.
''Maringá sempre foi uma escola de formação de grandes jogadores, possuía as melhores equipes de base do País, mas não vinha conseguindo segurar os atletas de destaque quando estes ficavam adultos. Agora estou de volta e, junto com a Associação Maringaense de Handebol (AMHb), quero alavancar esse processo de reerguimento da modalidade em Maringá'', afirmou o camisa 12 da seleção brasileira (a camisa 1 pertence a Maik, goleiro campeão brasileiro pela Unifil/Londrina em 2005).
Vazio esportivo
E na opinião de Alê este é o melhor momento para fazer decolar um grande projeto esportivo na cidade. ''O esporte em Maringá anda numa fase muito ruim. Estamos sem time de futebol profissional, o basquete caiu muito e o handebol não conseguiu disputar a Liga Nacional ano passado. Como estamos sem concorrência de outras modalidades esse é o momento de ir atrás dos empresários para montarmos uma das melhores equipes do Brasil, com grande nomes que saíram daqui. Seria um grande atrativo para a cidade e o torcedor'', planeja o goleiro.
Desde fevereiro na Cidade Canção, a maior parte do tempo de Alê tem sido empregado fora de quadra, na elaboração de projetos, reuniões e visitas a empresas. Perguntado se está em busca de patrocinadores individuais, que possam pagar o salário que recebia na Metodista/São Bernardo-SP, o goleiro deixou claro que pretende obter recursos ''para todo o time''. Inicialmente receberá salário como preparador (formou-se em Educação Física no ABC paulista) e uma ajuda de custo para jogar, como recebem os demais atletas.
Para este ano, a meta do técnico Valmir Fassina é recolocar Maringá na semifinal da Liga Nacional. ''Na edição de 2007 terminamos em 4º, devido a punições ao time do São Caetano, que escalou jogadores irregulares. Porém, como o julgamento demorou muito, eles (São Caetano) acabaram jogando a semifinal'', conta Fassina. Para formar uma equipe forte já este ano, o treinador sabe que precisará contratar mais um ou dois bons jogadores.
Equipe de ponta
Porém, o sonho de Alê vai muito além. ''Quero sensibilizar os empresários para conseguir resgatar todos os grandes jogadores que saíram daqui e estão fora, como o Tupan (ponta-direita que atua na Alemanha), o Léo (central) e o Rick (goleiro), que estão em Londrina, e o Teixeira (armador), que está na Metodista''. Com a união desses talentos e mais os pratas-da-casa, a cidade teria um time do nível da Unopar/Londrina, atual campeã brasileira.

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