Curitiba - A questão é saber, quase três anos e R$ 3,5 milhões depois, quem vai utilizar o Tarumã. Marco Aurélio Saldanha Rocha, da Paraná Esporte, defende que há vários ''pretendentes'': projetos de escolinhas de basquete e vôlei, competições de capoeira, judô e taekwondo, cursos de capacitação de árbitros.
Ainda assim, não há perspectiva de volta dos dias de casa cheia ao Tarumã. Ao contrário do interior do Paraná, Curitiba não possui equipes na elite dos campeonatos nacionais das principais modalidades de quadra. Rocha aponta que, por enquanto, a única possibilidade de um time de alto rendimento utilizar a quadra do Tarumã com frequência é uma ideia do jogador londrinense Giba, que cogita a criação de uma equipe de vôlei na cidade para participar da Superliga.
Na época dos amistosos contra a Polônia, Giba, que tem família em Curitiba e pretende se fixar na cidade quando parar de jogar, declarou que aguardaria o fim do período eleitoral para buscar apoio para a formação do time. Assim que acabar seu contrato com o Pinheiros, de São Paulo, em 2012, ele pretende jogar dois anos na equipe que vai formar em Curitiba, e depois se tornaria dirigente. O Círculo Militar, onde Giba jogou, poderia participar do projeto.
Amarildo Rosa, presidente da Federação Paranaense de Basquete, salienta que Curitiba, por ser uma capital, tem grande poder de atração de investimentos para o esporte. Entretanto, ele acredita que, sem apoio da prefeitura e do Governo do Estado, será difícil montar na cidade equipes de ponta fora do futebol.
''Se o poder público não quiser investir também, as empresas não vão querer. Vão preferir patrocinar o futebol'', argumenta. ''Veja o caso de Londrina. A cidade teve por 15 anos uma equipe de basquete, com apoio da prefeitura. Agora, aconteceram esses problemas, e a prefeitura foi apoiar o time de vôlei. Também apoia o handebol. Tem público para tudo, não só futebol.'' Ele diz que outro caminho seria os times de futebol de Curitiba criarem equipes em outras modalidades. (F.G.)

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