Manter a união de sucesso com a Parmalat e impedir a transformação do futebol profissional em clube-empresa são dois dos objetivos do presidente do Palmeiras, Mustaphá Contursi, para seu quarto mandato. Segunda-feira à noite, o dirigente tomou posse, logo depois de ter sido eleito em chapa única.
A situação do presidente é privilegiada: o clube conta com uma equipe vencedora, forte patrocínio, bons assessores e nenhuma oposição em um clube que já foi famoso pela rivalidade entre facções. Mustaphá Contursi, no entanto, não se considera o único presidente em boa fase. ‘‘Existem outros presidentes em situação tranquila, como o do Cruzeiro, do Vasco e do Sport.’’
Para a próxima gestão, até janeiro de 2001, o dirigente quer fazer valer a velha máxima de que ‘‘em time que está ganhando não se mexe.’’ Contursi já definiu que não irá atender ao pedido do técnico Luiz Felipe Scolari de dar mais autonomia ao diretor de futebol, Sebastião Lapola. ‘‘O sistema funciona bem há seis anos e será mantido.’’ Contursi quer inclusive evitar que o futebol profissional do clube precise tornar-se uma empresa, como determina a Lei Pelé. ‘‘Não sou totalmente contra a lei, mas não sou a favor de que todos os clubes tenham de adotar o sistema de clube-empresa’’, diz o presidente. ‘‘Usaremos todos os recursos legais para impedir que o Palmeiras mude seu sistema de gestão. A única mudança prevista é a conclusão da reforma do Parque Antártica.’’
O zagueiro Rivarola é o novo reforço da equipe para a temporada. O jogador foi aprovado ontem nos exames médicos e assina contrato hoje, quando será apresentado oficialmente.

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