Imagem ilustrativa da imagem RED BULL X PALMEIRAS - Sem asas para VOAR



Lulinha é o exemplo de promessa que não vingou no futebol. Revelado em 2007 pelo Corinthians, fracassou em Portugual, no Bahia, no Ceará e no Criciúma. Após oito anos (e uns bons quilinhos a mais), o atacante encontrou a sua missão: tornar-se "carrasco" do Palmeiras. Ontem, ele foi o protagonista do Red Bull Brasil na vitória por 2 a 0 sobre o Verdão, em Campinas, pelo Paulistão.
Em amistoso disputado entre os dois times no dia 25 de janeiro, o atacante já havia balançado as redes alviverdes.
Ali, no entanto, o time da capital venceu por 3 a 2.
A amarga derrota do Palmeiras para o Red Bull Brasil vai além de um "princípio de freguesia" para uma cria corintiana. O revés, somado ao triunfo do São Paulo na rodada, empurra o Verdão para a quarta posição geral no Estadual. Tal colocação, se mantida, obrigará o Alviverde a mandar o jogo das quartas de final no interior, segundo regulamento da competição.
Mas falemos agora sobre o jogo.
Nem de longe os comandados de Oswaldo de Oliveira lembraram o Palmeiras da última quarta-feira. A imponente goleada por 3 a 0 sobre o São Paulo parece ter sido apagada.
O Red Bull, por outro lado, deitou e rolou. Limitações técnicas à parte, o Toro Loko abriu o marcador com Everton Silva, que deixou Zé Roberto e Arouca na saudade e enfiou para Lulinha. Sozinho, o ex-corintiano estufou as redes na saída de Prass.
O mesmo Lulinha viria a brilhar na sequência. Ele levantou bola na cabeça do veterano Fabiano Eller, que aproveitou a falha de Vitor Hugo e cabeceou para o gol.
No segundo tempo, o Palmeiras voltou melhor. Mas uma espécie de força oculta parecia perseguir o Verdão. O capitão Zé Roberto saiu lesionado, o meia Dudu isolou boa chance de gol, o prodígio Gabriel Jesus viu sua linda jogada acabar em defesa do goleiro rival, o beque Vitor Hugo mandou bola rente ao travessão...
O dia não era mesmo alviverde.
Mas vida que vida segue. De preferência, sem Lulinha pela frente.

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