Red Bull vai atrás de vitória inédita no GP do Canadá
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sábado, 09 de junho de 2012
Tatiana Cunha, Enviada especial <br> Folhapress 
Montréal, Canadá - Uma das corridas mais queridas de pilotos e equipes, o Grande Prêmio do Canadá é também uma exceção para a Red Bull. Única das etapas do calendário que a bicampeã jamais venceu - sem contar com o Grande Prêmio dos EUA, que volta à Fórmula 1 no final do ano -, a prova deste domingo acabou ganhando ares de vingança para a equipe. A largada acontece às 15 horas (de Brasília).
Tudo porque, há uma semana, a Federação Internacional de Automobilismo (FIA) tornou mais claras algumas partes do regulamento técnico deste ano, o que fez com que o assoalho que a Red Bull estava usando se tornasse ilegal.
Simplificadamente, a entidade proibiu que eles tivessem furos como o modelo que estava em uso pelo time austríaco desde o Grande Prêmio do Bahrein. Coincidência ou não, das três corridas em que utilizou este assoalho, a Red Bull venceu duas: Sebastian Vettel triunfou no Sakhir e Mark Webber, nas ruas do Principado de Mônaco, há duas semanas.
Já em Montréal, a dupla tentou minimizar os efeitos que a mudança terá na sétima etapa do Mundial. ''Não haverá um grande impacto para a gente'', disse Vettel, que em 2011 esteve a meia volta de acabar com o jejum da Red Bull no Canadá, mas cometeu um erro e ''deu'' a vitória para Jenson Button, da McLaren.
Já seu companheiro de equipe foi menos comedido ao comentar as mudanças. ''Fico possesso quando dizem que ganhamos corridas com um carro ilegal. Nosso carro passou por todos os testes da FIA, e as equipes não fizeram protesto formal contra nós. Agora eles mudam o regulamento'', esbravejou Mark Webber, antes de explicar o motivo de seu time nunca ter vencido no Canadá.
''Não tínhamos um carro que andava bem em pistas com pouca pressão aerodinâmica. Mas, se olharmos nosso desempenho em Spa e Monza, no ano passado, podemos imaginar que agora estaremos melhores'', encerrou o australiano, que divide com Vettel a segunda colocação no Mundial de Pilotos com 73 pontos, três a menos que o líder Fernando Alonso, da Ferrari.



