Monza, Itália - Até aqui, foi relativamente fácil para a Red Bull. Dona das 12 poles desta temporada, a atual campeã mundial terá hoje, porém, que enfrentar um de seus pontos fracos.
A partir das 9h (de Brasília), no treino que define o grid de largada para o GP da Itália, a equipe tenta pôr fim a uma marca negativa que a persegue desde o seu primeiro GP em Monza, em 2005.
Em seis edições da prova, nunca um piloto do time conseguiu se classificar na primeira fila no tradicional circuito italiano. Mais. A Red Bull jamais venceu, nem ao menos foi ao pódio, na Itália.
É a pista do calendário em que a equipe austríaca tem seu pior desempenho -sem considerar Índia, que ainda não estreou, e Coreia, que teve só uma edição disputada.
Justamente por isso, tanto Sebastian Vettel como Mark Webber, líder e vice-líder do Mundial, separados por 92 pontos, dizem que, apesar de terem dominado o campeonato com relativa tranquilidade, neste final de semana o favoritismo não é deles.
''Já nos demos mal nesta pista no passado'', disse Vettel, que ironicamente conseguiu sua primeira vitória na F-1 em Monza, mas como piloto da Toro Rosso, em 2008. ''O traçado deste circuito não nos favorece. São muitas retas, e não há muitas curvas de alta velocidade. Nos últimos dois anos, não fomos competitivos como queríamos. Por isso, não acho que somos favoritos'', completou.
No ano passado, foi em Monza que a Red Bull teve seu pior desempenho em classificações. Vettel, que largou em sexto, também teve na Itália sua pior posição de saída.
Lewis Hamilton foi o mais rápido ontem pela manhã e o segundo colocado à tarde - Sebastian Vettel ficou em primeiro. O inglês da McLaren disse estar otimista para acabar com a série de 13 poles da Red Bull. ''Fomos muito fortes e tanto eu como Jenson (Button) estamos bem satisfeitos com o carro'', declarou.

mockup