São Pau­lo - Cam­peão mun­dial com a se­le­ção em 2002 e com pas­sa­gens vi­to­rio­sas por clu­bes co­mo Bar­ce­lo­na e ­Lyon, Ed­míl­son aler­tou pa­ra a eu­fo­ria que to­mou con­ta do Pal­mei­ras ­após a vi­ra­da so­bre o San­tos, por 3 a 1, em ple­na Vi­la Bel­mi­ro, na 27ªro­da­da. ‘‘Já ga­nhei o (Cam­peo­na­to) Fran­cês com meu ti­me (o ­Lyon) em des­van­ta­gem de dez pon­tos, a dez jo­gos do fim.’’ ­Após o triun­fo, o Pal­mei­ras em­per­rou: so­mou ape­nas 1 em 12 pon­tos dis­pu­ta­dos. Há qua­tro jo­gos sem ven­cer, o Pal­mei­ras des­per­ta dú­vi­das na tor­ci­da. Sem o ‘‘cão de ­guarda’’ Pier­re ao seu la­do, Ed­míl­son se viu ­mais ex­pos­to no ­meio-cam­po e tem si­do vaia­do. Mas, ex­pe­rien­te, ele de­mons­tra tran­qui­li­da­de e res­sal­ta que o ti­me só de­pen­de de si pa­ra ser cam­peão.
  Agên­cia Es­ta­do - A per­gun­ta que to­do pal­mei­ren­se es­tá se fa­zen­do: por que o ti­me per­deu o em­ba­lo?
  Ed­míl­son - De tu­do um pou­co. Ti­ve­mos re­gu­la­ri­da­de du­ran­te to­do o cam­peo­na­to, mas vi­ve­mos um mo­men­to di­fí­cil ago­ra. Só uma no­va vi­tó­ria, con­tra o ­Goiás, po­de­rá equa­li­zar a si­tua­ção. An­tes, a gen­te fa­zia ­gols e não to­ma­va. De uma ho­ra pa­ra ou­tra, is­so mu­dou. Mas o im­por­tan­te é man­ter a ca­be­ça ­fria e ter tran­qui­li­da­de, ­pois só de­pen­de da gen­te ­sair des­sa si­tua­ção.
  AE - A le­são de Clei­ton Xa­vier põe em ris­co o tí­tu­lo?
  Ed­míl­son - Per­der o Clei­ton, ­além do Vag­ner Lo­ve pa­ra o jo­go con­tra o ­Goiás, fo­ram bai­xas im­por­tan­tes. Mas o Mar­qui­nhos en­trou bem con­tra o San­to An­dré, ­após fi­car ­dois me­ses pa­ra­do. Ele tem tu­do pa­ra subs­ti­tuir o Clei­ton, te­nho cer­te­za de que vai en­trar com a mes­ma de­ter­mi­na­ção em aju­dar o ti­me.
  AE - Mu­ricy tem si­do obri­ga­do a im­pro­vi­sar, em ­meio à fal­ta de op­ções. Fal­tou pla­ne­ja­men­to pa­ra um cam­peo­na­to tão lon­go?
  Ed­míl­son - Não é o mo­men­to pa­ra ques­tio­nar, o que te­mos é es­ta equi­pe. So­mos lí­de­res ain­da, não se po­de co­lo­car em dú­vi­da a qua­li­da­de. Não adian­ta fi­car fa­lan­do so­bre o pla­ne­ja­men­to. Ago­ra, is­so não in­te­res­sa.
  AE - Vo­cê é um dos ­mais ex­pe­rien­tes do gru­po. Co­mo se­gu­rar a an­sie­da­de dos ­mais no­vos?
  Ed­míl­son - De­pois do jo­go con­tra o San­tos (vi­tó­ria por 3 a 1, de vi­ra­da, na Vi­la Bel­mi­ro), dis­se­ram que o tí­tu­lo era nos­so. Mas nós mes­mos fa­la­mos que não ti­nha na­da ga­nho. É um cam­peo­na­to lon­go e di­fí­cil. Mas te­nho cer­te­za de que os mes­mos re­sul­ta­dos que nos bo­ta­ram na pon­ta vão vol­tar a acon­te­cer, pa­ra que a gen­te pos­sa se­guir na li­de­ran­ça.
  AE - No Es­ta­dual, o Pal­mei­ras ar­ra­sou na 1ªfa­se e ­caiu nas se­mi­fi­nais. Ago­ra, pa­re­ce ter sen­ti­do a pres­são no­va­men­te. O fa­vo­ri­tis­mo atra­pa­lha es­sa equi­pe?
  Ed­míl­son - Nun­ca as­su­mi­mos fa­vo­ri­tis­mo, pen­sa­mos só em re­sul­ta­dos. Es­te é um mo­men­to na­tu­ral de que­da da equi­pe. Cla­ro que não po­de­mos per­der co­mo per­de­mos, mas mu­dar is­so ain­da es­tá nas nos­sas ­mãos.
  AE - ­Quem são os lí­de­res do gru­po e o que têm fei­to pa­ra man­ter um bom cli­ma nes­te mo­men­to?
  Ed­míl­son - O am­bien­te é mui­to le­gal, não te­mos lí­de­res. A tor­ci­da tem apoia­do, mes­mo nos tro­pe­ços, e ­acho que nes­te mo­men­to is­so tem si­do mui­to im­por­tan­te. Na au­sên­cia do Die­go Sou­za, a equi­pe ­caiu de pro­du­ção.
  AE - Quan­do ele vol­tou, po­rém, com atua­ções apa­ga­das, o ti­me não rea­giu. Es­ta­va mui­to de­pen­den­te dos lan­ces iso­la­dos do ­meia?
  Ed­míl­son - O Die­go ain­da é atual­men­te o me­lhor jo­ga­dor em ati­vi­da­de no Bra­sil, mas a gen­te ­aqui só fa­la no Pal­mei­ras co­mo um to­do. Só as vi­tó­rias vão aca­bar com es­ses ques­tio­na­men­tos. Es­ta­mos tran­qui­los. ­Quem tem de es­tar de­ses­pe­ra­do é ­quem es­tá ­atrás da gen­te.

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