Recuperação depende apenas do Palmeiras, diz Edmílson
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terça-feira, 27 de outubro de 2009
Bruno Deiro<br> Agência Estado 
São Paulo - Campeão mundial com a seleção em 2002 e com passagens vitoriosas por clubes como Barcelona e Lyon, Edmílson alertou para a euforia que tomou conta do Palmeiras após a virada sobre o Santos, por 3 a 1, em plena Vila Belmiro, na 27ªrodada. Já ganhei o (Campeonato) Francês com meu time (o Lyon) em desvantagem de dez pontos, a dez jogos do fim. Após o triunfo, o Palmeiras emperrou: somou apenas 1 em 12 pontos disputados. Há quatro jogos sem vencer, o Palmeiras desperta dúvidas na torcida. Sem o cão de guarda Pierre ao seu lado, Edmílson se viu mais exposto no meio-campo e tem sido vaiado. Mas, experiente, ele demonstra tranquilidade e ressalta que o time só depende de si para ser campeão.
Agência Estado - A pergunta que todo palmeirense está se fazendo: por que o time perdeu o embalo?
Edmílson - De tudo um pouco. Tivemos regularidade durante todo o campeonato, mas vivemos um momento difícil agora. Só uma nova vitória, contra o Goiás, poderá equalizar a situação. Antes, a gente fazia gols e não tomava. De uma hora para outra, isso mudou. Mas o importante é manter a cabeça fria e ter tranquilidade, pois só depende da gente sair dessa situação.
AE - A lesão de Cleiton Xavier põe em risco o título?
Edmílson - Perder o Cleiton, além do Vagner Love para o jogo contra o Goiás, foram baixas importantes. Mas o Marquinhos entrou bem contra o Santo André, após ficar dois meses parado. Ele tem tudo para substituir o Cleiton, tenho certeza de que vai entrar com a mesma determinação em ajudar o time.
AE - Muricy tem sido obrigado a improvisar, em meio à falta de opções. Faltou planejamento para um campeonato tão longo?
Edmílson - Não é o momento para questionar, o que temos é esta equipe. Somos líderes ainda, não se pode colocar em dúvida a qualidade. Não adianta ficar falando sobre o planejamento. Agora, isso não interessa.
AE - Você é um dos mais experientes do grupo. Como segurar a ansiedade dos mais novos?
Edmílson - Depois do jogo contra o Santos (vitória por 3 a 1, de virada, na Vila Belmiro), disseram que o título era nosso. Mas nós mesmos falamos que não tinha nada ganho. É um campeonato longo e difícil. Mas tenho certeza de que os mesmos resultados que nos botaram na ponta vão voltar a acontecer, para que a gente possa seguir na liderança.
AE - No Estadual, o Palmeiras arrasou na 1ªfase e caiu nas semifinais. Agora, parece ter sentido a pressão novamente. O favoritismo atrapalha essa equipe?
Edmílson - Nunca assumimos favoritismo, pensamos só em resultados. Este é um momento natural de queda da equipe. Claro que não podemos perder como perdemos, mas mudar isso ainda está nas nossas mãos.
AE - Quem são os líderes do grupo e o que têm feito para manter um bom clima neste momento?
Edmílson - O ambiente é muito legal, não temos líderes. A torcida tem apoiado, mesmo nos tropeços, e acho que neste momento isso tem sido muito importante. Na ausência do Diego Souza, a equipe caiu de produção.
AE - Quando ele voltou, porém, com atuações apagadas, o time não reagiu. Estava muito dependente dos lances isolados do meia?
Edmílson - O Diego ainda é atualmente o melhor jogador em atividade no Brasil, mas a gente aqui só fala no Palmeiras como um todo. Só as vitórias vão acabar com esses questionamentos. Estamos tranquilos. Quem tem de estar desesperado é quem está atrás da gente.


