Agência Folha
De Paris
O calvário que Ronaldo irá enfrentar terá muitas semelhanças com o que o atacante viveu durante os últimos quatro meses e meio – com a diferença que será bem mais longo, de pelo menos sete meses. ‘‘O trabalho de recuperação será igual. A única coisa que vai mudar um pouco (em relação à recuperação da cirurgia anterior) são os prazos’’, disse o fisioterapeuta particular do atacante da Inter, Nílton Petrone, o Filé.
No primeiro passo a ser seguido, o atacante irá se submeter a um processo de reeducação do pós-operatório, baseado em contínua aplicação de gelo no local da cirurgia e no uso de uma joelheira rígida, exatamente como ocorreu após a operação realizada em 30 de novembro do ano passado. Neste período, que deverá ser passado em Milão, Ronaldo estará usando muletas.
Embora tenha ocorrido no mesmo local (tendão patelar), o que distingue o período de recuperação é a natureza da lesão: daquela vez, a terminação muscular se rompeu parcialmente; agora, partiu-se totalmente.
Ainda na primeira fase da reabilitação, o jogador da Inter começará a fazer fisioterapia (provavelmente três sessões diárias), com movimentação passiva do joelho operado. Cerca de dois meses depois (da outra vez foram 45 dias), iniciará o tratamento de mobilização do joelho e da rótula, acompanhado de ginástica.
Na etapa seguinte, cujo início será determinado pelos resultados dos procedimentos anteriores, Ronaldo terá de fazer exercícios na piscina para estimular o aumento da atividade muscular. Durante todo esse tempo, o jogador se locomoverá de casa para o centro de fisioterapia e do centro para casa. Concluídas estas etapas, ele poderá voltar a treinar com bola.
Segundo o médico francês Gérard Saillant, especialista em tratamento de tendão que operou Ronaldo daquela e desta vez, os cuidados são necessários para garantir a cicatrização plena da cirurgia – fundamental para determinar a volta aos gramados.
Muito mais do que na recuperação anterior, interrompida por inúmeros eventos extracampo, desta vez Ronaldo deverá se isolar da badalação.
As especulações de que o rompimento do tendão patelar foi fruto de uma precipitação do retorno de Ronaldo aos campos foi rebatida veementemente por Filé e pelo próprio atacante.

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