Recordista vence e Claudinei é o segundo nos 200 metros rasos
Agência Estado
De Sevilha, Espanha
O Brasil já atingiu a melhor campanha na história dos Campeonatos Mundiais de atletismo, independente dos resultados do fim de semana, com a medalha de prata conquistada ontem, no Mundial de Sevilha, com o velocista Claudinei Quirino da Silva, nos 200 metros, com o tempo de 20s00, sua melhor marca pessoal. O norte-americano Maurice Greene, que esta semana havia ganho o título dos 100 m, foi também o campeão dos 200 m, com 19s90. O nigeriano Francis Obikwelu foi bronze (20s11).
Claudinei Quirino ganhou a terceira medalha de prata do Brasil na história dos mundiais, 24 horas depois da conquista de Sanderlei Parrela, nos 400 m também ficou com a prata na prova em que o norte-americano Michael Johnson ganhou a medalha de ouro e bateu o recorde mundial da distância (43s18). Sanderlei disse ontem que não dormiu, revendo a prova na memória.
Claudinei, que até os 15 anos foi criado em um orfanato, já tinha a medalha de bronze nos 200 m, conquistada no Mundial de Atenas (1997). Minha medalha é para toda a América do Sul, disse Claudinei. Está na hora de o atletismo sul-americano despertar, nos demos conta de que não somos inferiores a ninguém, acrescentou. Corri como eu queria e precisava correr, afirmou, dizendo que há algum tempo vem conversando com o seu técnico, Jayme Neto, sobre suas possibilidades de correr os 200 m em 20 segundos ou até menos.
Disse que pensou em ganhar uma medalha e não no tempo. Mas não tenho do que me queixar, acrescentou Claudinei, que hoje vai correr na semifinal do revezamento 4x100 m, com Raphael de Oliveira, Edson Luciano e André Domingos. O Brasil também fará a semifinal do 4x400 m, com Cleverson de Oliveira, Anderson dos Santos, Eronildes Araújo e Sanderlei Parrela.
Maurice Geene, recordista mundial dos 100 m, é o primeiro velocista a conseguir a dobradinha de ouro nos 100 e 200 m. Nenhum atleta havia conseguido a façanha em um Mundial. O norte-americano Carl Lewis foi o único a vencer as duas distâncias na Olimpíada de Los Angeles, em 1984.
Na foto Eronildes Nunes de Araújo, tricampeão pan-americano, não foi favorecido pela raia em que correu os 400 m com barreiras, a de número 8, e nem pela decisão da medalha de bronze pelo fotofinish. A chegada embolada levou a decisão do terceiro lugar para o sistema eletrônico de fotografia. Eron ficou em quarto lugar, com 48s13, exatamente o mesmo tempo do suíço Marcel Schelbert, que foi o terceiro. A prova foi vencida pelo italiano Fabrizio Mori (47s72). O francês Stephane Diagana ficou com a medalha de prata (48s12).
Outras medalhas de ontem: 200 m - Inger Miller, EUA, 21s77; 20 km marcha atlética, Liu Hongyu, China, 1h30m50s; 5.000 m, Gabriela Szabo, Romênia, 14m41s82 (recorde do torneio). Haverá finais hoje na maratona, no salto em distância e 5.000 m, masculino; lançamento do dardo e 100 m com barreiras, feminino.





