Recordista dos 100 m é acusado de usar coquetel de drogas
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terça-feira, 22 de junho de 2004
Agência Folha 
São Paulo - Se quiser se alinhar na pista de Atenas para buscar o ouro olímpico, Tim Montgomery, detentor do recorde mundial dos 100 m, terá de refutar uma série de evidências que o colocam no centro do escândalo de doping nos EUA.
Documentos da Usada (agência antidoping do país) mostram que o velocista usou um coquetel com cinco substâncias proibidas, entre elas EPO, hormônio de crescimento e insulina, a partir de 2000.
Montgomery é dono do recorde da prova mais rápida do atletismo desde setembro de 2002 (9s78).
As evidências contra ele ainda incluem amostras de urina e sangue do atleta que teriam testado positivo para doping, anotações a mão sobre vários esteróides, calendários com ciclos de uso de substâncias, pagamentos de laboratórios e correspondências.
''As provas são insuficientes. Mas a suspeita já é suficiente para acabar com a reputação de qualquer atleta'', disse a advogada de Montgomery, Cristina Arguedas.


