Greater Noida, Índia - Para Sebastian Vettel foi o final de semana perfeito. Pole, volta mais rápida e vitória de ponta a ponta na estreia do GP da Índia no calendário da F-1. E ainda arrumou tempo para conhecer o Taj Mahal. Mas, para o piloto alemão, que está com bicampeonato assegurado desde o GP do Japão, no começo do mês, ainda é pouco. Vettel quer mais. ''Motivação para nossa equipe não é problema. A pena é que só faltam duas corridas para o fim do campeonato. Se dependesse de mim a, gente continuaria competindo'', disse, após vencer o 11º GP nesta temporada.
''Meu carro está incrível desde o começo do ano, posso me divertir a cada corrida. É legal chegar na pista e ver as pessoas trabalhando na garagem sem parar, ninguém desistiu de lutar por vitórias. Queremos mais. Eu amo o que faço e realmente não queria que este ano acabasse.''
E Vettel tem motivos para isso. Há muito tempo um piloto não tem uma temporada tão dominante como a dele.
Além dos 11 triunfos, o piloto da Red Bull conquistou 13 pole positions (está a uma do recorde que pertence a Nigel Mansell), liderou 711 voltas das 1.007 disputadas (70%) e, não à toa, tornou-se o mais jovem bicampeão da F-1, aos 24 anos.
Ontem, largando da frente, diante de 95 mil torcedores, não teve dificuldades para manter a dianteira depois da partida. ''Estou muito feliz com mais esta vitória, mas, para mim, hoje é um dia de sentimentos um pouco contraditórios. Ao mesmo tempo em que estou muito orgulhoso de ter sido o primeiro vencedor na Índia, é impossível não pensar que nos dois últimos finais de semana perdemos dois colegas, o Dan Wheldon e o Marco Simoncelli'', disse.

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