São Paulo - De dez candidatos ao título de melhor velejador do ano para a Isaf Federação Internacional de Vela , dois são brasileiros: os bicampeões olímpicos Torben Grael (com o proeiro Marcelo Ferreira, dupla da classe Star) e Robert Scheidt (da Laser). As indicações são pela performance entre 1º de setembro de 2003 e 31 de agosto deste ano incluindo a Olimpíada de Atenas. Agora, serão recolhidos os votos de Federações Nacionais e os resultados (masculino e feminino), apresentados na cerimônia de 9 de novembro, em Copenhagen, Dinamarca.
Scheidt foi eleito o melhor do mundo em 2001 (em 2002, o título ficou para Ben Ainslie, que tirou o ouro do brasileiro da Laser em Sydney/2000; em 2003, para Russel Courts). Agora, depois de um ano sem perder nenhuma das 12 competições que disputou (incluindo chegar a um inédito sétimo titulo mundial e a seu segundo ouro olímpico, ele novamente tem grandes chances.
Mas concorrerá também com Torben, que não teve temporada tão boa na Star, mas ganhou o título olímpico por antecipação em uma classe muito concorrida. Além disso, é hoje o único velejador da história com cinco medalhas olímpicas.
Scheidt voltou de Atenas e ainda não parou. Nem chegou a recuperar os quilos perdidos antes da Olimpíada de agosto. ''Puxado'' pelo proeiro Bruno Prada, já somou mais dois títulos no ano invicto, agora de Star, e neste fim de semana veleja em Santos.
Ele está animado com a disputa de vaga para o Mundial de Star, que acontece em Buenos Aires, em janeiro (no ano que vem, também estará no Mundial da Laser em Fortaleza, em setembro).
Para Scheidt, com metas bem definidas e determinado em seus treinamentos, 2005 não deverá ser um ano fácil em questão de decisões. No mar, ainda estará na Laser onde, assegura, segue motivado e ''com gás'' , mas ao mesmo tempo quer competir de Star, ''com toda a pilha'' colocada por Bruno Prada. E não deixará de lado eventuais participações em regatas da vela oceânica.
Mas uma hora terá de decidir a classe em que competirá na Olimpíada de Pequim/2008.

mockup