Reclamação e surpresa com a premiação paga na prova
O final da IV Maratona Ecológica Internacional de Curitiba foi marcado pelo constraste nas declarações dos vencedores. Acostumado a disputar maratonas, Diamantino Silveira trocou a comemoração pela crítica à organização da prova ao reclamar da premiação cerca de R$ 7,5 mil, descontado o Imposto de Renda. Não estimula muito os atletas de ponta. Por outro lado, Maria Zeferina, que disputou a sua terceira maratona, nem sabia quanto iria ganhar. Nossa, não sabia que era tanto, disse, surpresa, ao ser informada do valor.
Diamantino demonstrou ainda mais irritação com o prêmio ao ser questionado, numa minicoletiva, sobre o porquê de não ter superado a sua própria marca de 98, 2h18min53, recorde da prova. Você acha que o atleta vai se motivar a dar tudo de si se não houver uma boa premiação? Tinha que ter pelo menos um carro de presente para quem quebrasse o recorde. Para ele, é preciso haver uma premiação melhor para que mais atletas de alto nível participem da prova e a tornem mais famosa.
Longe de discutir premiação, até porque nem sabia quanto a ganhadora iria receber, Maria Zeferina só festejava. O dinheiro chega em boa hora para a atleta, que há dois meses está desempregada. Vai ajudar a me manter até arrumar outro emprego, conta Maria.
A melhor premiação para os primeiros colocados até pode acontecer nos próximos anos, conforme explicou o coordenador da maratona, Eduardo Galina. Segundo ele, os primeiros colocados não recebem prêmio melhor porque a prefeitura opta por dar uma boa premiação no total. Foram distribuídos R$ 94,5 mil entre as 22 categorias (12 masculinas, nove femininas e duas cadeirantes), sendo que os seis primeiros colocados em cada um delas recebeu prêmio. (E.C.R.)





