Curitiba - Constrangedor. Esse foi o clima, aliado ao frio e à chuva, que predominou ontem à tarde no Parque Barigui, em Curitiba, durante o anúncio da capital paranaense como uma das 12 subsedes da Copa do Mundo 2014. Segundo a Polícia Militar, cerca de 500 pessoas, incluindo imprensa, assessores, pedestres e ambulantes, acompanharam o evento, realizado nas Bahamas, mas transmitido por um telão colocado ao lado do palco. Após a saída do prefeito do local, cerca de 20 minutos depois do anúncio, esse número ficou reduzido a menos de 50 participantes, que acompanharam um show musical.
O anúncio deixou mais aliviado o prefeito Beto Richa, que aproveitou para confirmar o início das obras do metrô para o começo de 2010, além de outras intervenções urbanísticas. "Nós temos a terceira melhor infraestrutura do País, atrás somente de São Paulo e Rio de Janeiro. Nós sobrevoamos a cidade de helicóptero com os representantes da Fifa e eles ficaram impressionados com o que viram", afirmou.
Alheio à chuva e ao frio, o gari Antônio Lúcio dos Santos acredita que a Copa poderá trazer benefícios ao Estado. "Moro em São José dos Pinhais, mas tenho certeza que seremos beneficiados com as obras que serão feitas, com o transporte coletivo principalmente", disse. Além disso, Lúcio destaca a importância do evento. "A Copa vai servir também para mostrar que temos condições de organizar um evento assim, vai trazer muita gente de fora para conhecer a região", concluiu.
A escolha de Curitiba também não passou despercebida pela torcida do Atlético, dono da Arena da Baixada, estádio indicado para abrigar as partidas na cidade. O Esquadrão da Torcida Atleticana (ETA) convocou torcedores para a acompanhar o anúncio de ontem em um telão instalado na frente do estádio. Segundo Nei Santos, 41 anos, a escolha foi muito boa e melhor ainda para seu clube do coração. "Aqui em Curitiba não há outro lugar com estrutura para sediar as partidas. Além disso, outros clubes precisariam de muito dinheiro para reformar ou construir estádios", disse.
O vice-governador Orlando Pessuti, que acompanhou o anúncio em Nassau, nas Bahamas, afirmou, em entrevista à Rádio CBN, que a partir de agora a cidade terá novos desfaios, entre eles a execução das obras. "Nós apenas passamos no vestibular, a faculdade agora terá cinco anos", afirmou.
A primeira reunião para planejar as próximas ações acontece no dia 3, no Palácio das Araucárias, onde serão discutidos o plano de trabalho e calendário para início das obras. No dia 8, o grupo volta a se reunir, mas dessa vez com o presidente da CBF, Ricardo Teixeira, na sede da entidade, no Rio de Janeiro, para prestar contas do trabalho a ser executado.

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