Receita vai apurar novas denúncias contra os clubes
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quarta-feira, 19 de dezembro de 2001
Agência Estado<br>De Brasília 
O secretário da Receita Federal, Everardo Maciel, disse ontem que de 1996 para cá os autos de infração aplicados a 250 pessoas e empresas ligadas ao futebol resultaram numa arrecadação de R$ 140 milhões. Everardo recebeu do presidente e do relator da CPI do Futebol, senadores Álvaro Dias (PDT-PR) e Geraldo Althoff (PFL-SC), o relatório final das investigações realizadas nos últimos 14 meses. A CPI descobriu, por exemplo, que só o ex-técnico da seleção brasileira Wanderley Luxemburgo movimentou nos bancos, em seis anos, R$ 18 milhões, mas declarou R$ 8 milhões à Receita.
O relatório da CPI será entregue ao presidente do Banco Central, Armínio Fraga. As comissões parlamentares de inquérito têm mais condições do que a Receita e o BC para identificar crimes tributários e bancários porque podem quebrar o sigilo bancário e fiscal de suspeitos, sem a necessidade de obter autorização judicial prévia.
Everardo lembrou que é comum auditores fiscais trabalharem com base em dados fornecidos por CPIs e afirmou que as novas informações apresentadas pelos senadores vão ajudar a combater a sonegação de impostos no futebol. ''O que eu posso dizer é que há uma convergência nos interesses das CPIs e da Receita'', disse o secretário da Receita.


