Rebelo mostra preocupação com estádios
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terça-feira, 13 de agosto de 2013
Filipe Coutinho<br>Folhapress 
Brasília - O ministro do Esporte, Aldo Rebelo, disse ontem que alguns estádios que faltam ser entregues para a Copa-2014 "acenderam a luz amarela" porque, no ritmo normal, não cumprirão o prazo e precisarão acelerar as obras.
Em audiência no Senado, Aldo Rebelo explicou que o governo fez um cálculo de que os estádios, em média, evoluem 3% por mês desde o início das obras. Hoje, nesse ritmo, as arenas de Cuiabá (80,26%), Curitiba (76,5%), Manaus (74,35%) Natal (78,25%) e Porto Alegre (76,5%) preocupam o governo. A arena de São Paulo, com mais de 84%, está mais avançada. O ministro, contudo, não foi específico em quais estão no "amarelo".
"O mais avançado é o de São Paulo, mais de 80% e os outros estão todos com um prazo mais apertado. Se o estádio vem construído a uma taxa de 3% ao mês, e mantido esses 3%, nós estamos tranquilos. Se, no entanto, esse percentual precisa de um acréscimo substancial para o prazo de entrega, isso já nos acende um sinal amarelo. A maior parte hoje precisa desse acréscimo. Já não conseguimos mantendo cumprir o ritmo com esse prazo", disse.
O ministro, contudo, garante que todos estarão prontos em dezembro de 2013, a tempo de realizar os testes exigidos pela Fifa. Para isso, diz Aldo Rebelo, as obras serão intensificadas. "É possível intensificar porque a etapa de engenharia permite que a obra receba mais operários e mais engenheiros. Na começo isso não é possível, porque nas fundações só se faz as fundações. Na fase de acabamento, é possível fazer partes simultaneamente, com uma obra mais intensiva em equipamentos e trabalhadores. Temos essa preocupação", disse.
De acordo com Aldo Rebelo, a entrega dentro do prazo evitará problemas que aconteceram na Copa das Confederações, quando apenas dois dos seis estádios foram entregues no prazo e nem todos os testes foram feitos. "Não é apenas um capricho. A entrega dentro do prazo permite a realização de todos os testes para os jogos sejam realizados com uma margem de segurança que só esse prazo permite", afirmou.


