Brasília - O ministro do Esporte, Aldo Rebelo, minimizou os atrasos em obras para a Copa do Mundo de 2014. Em entrevista ontem, um dia depois de relatório do Tribunal de Contas da União (TCU) apontar diversos problemas na preparação do Brasil para receber o Mundial, ele afirmou que o ''brasileiro tem um jeito próprio de organizar eventos'', mas que entrega o que é necessário. Ao participar do programa Bom Dia Ministro da NBR, canal de notícias do governo, também disse haver um prazo mais elástico para aprovar a Lei Geral da Copa, ainda em discussão no Congresso Nacional, e que não há problema se a Câmara não votar o projeto neste mês de março.
''O brasileiro tem um jeito próprio de organizar e sempre entrega o que precisa'', disse o ministro do Esporte. Ele, inclusive, comparou a preparação da Copa a um desfile de carnaval. ''Quem acompanha a preparação de um desfile de escola de samba acha que aquilo não vai sair, mas todo ano acontece e é um evento de referência.''
Aldo Rebelo reafirmou o desejo do governo de aprovar a Lei Geral da Copa ainda em março na Câmara dos Deputados, mas disse não ver problemas se a votação ficar para abril - impasse no Congresso tem provocado seguidos adiamentos da pauta. De acordo com o ministro, há um prazo amplo para a votação. Além disso, ele prometeu que as garantias dadas pelo governo brasileiro para a Fifa serão cumpridas. ''Esse atraso não vai comprometer o calendário. São compromissos e garantias que podem ter um prazo mais elástico, mas as garantias já foram dadas'', avisou.
Assim como já tinha acontecido no dia anterior, o ministro voltou a defender sua interpretação de que os Estados e municípios não precisarão alterar legislações que proíbem a venda de bebidas alcoólicas nos estádios caso a Lei Geral da Copa seja aprovada apenas com a suspensão do artigo do Estatuto do Torcedor que trata do tema. Ele admitiu, porém, que existem visões diferentes da sua sobre a questão. ''Não é uma interpretação única'', reconheceu Aldo Rebelo.
O ministro não soube explicar porque no caso de gratuidades e descontos em ingressos o texto defendido pelo governo faz claramente uma suspensão de leis estaduais e municipais que abordam o assunto. Na Copa, apenas o Estatuto do Idoso garantirá meia-entrada para a compra de bilhetes.

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