São Paulo - Depois de um longo silêncio após a revelação de que foi flagrada em um exame antidoping nos Jogos Pan-Americanos do Rio, a nadadora Rebeca Gusmão disse, em entrevista à TV Globo, que é inocente e apoiou a investigação policial sobre o caso.
Rebeca foi suspensa pela Federação Internacional de Natação (Fina) por excesso de testosterona, e ainda existe a suspeita de que seus testes nos Jogos do Rio de Janeiro podem ter sido fraudados, já que análises de DNA apontaram que pertencem a pessoas diferentes - o caso foi entregue à polícia.
''Se eu não fosse inocente, não teria porque envolver tantas pessoas em que confio e outras que confiam em mim (no caso). Não iria me expor de tal forma e nem lutar. Seria mais fácil ficar calada e suspensa'', disse Rebeca. ''Para mim é excelente que entregaram o caso à polícia, porque não serei a única investigada, mas outras pessoas também'', continuou.
Eduardo de Rose, chefe médico da Organização Desportiva Pan-Americana, organizadora do Pan, foi o primeiro a depor sobre o caso. O médico disse ao delegado que em todos os casos de manipulação de urina em exames o atleta estava envolvido. ''Espero que o resultado seja analisado de forma adequada. Pelo que vejo, fui condenada sem poder me defender. Tenho um relatório em mãos de que tenho produção de hormônios elevados pelo meu próprio corpo'', afirmou.
Na segunda-feira, o delegado titular da Delegacia de Repressão aos Crimes Contra a Saúde Pública (DRCCSP), Marcos Cipriano, confirmou que houve fraude no exames de urina identificados como de Rebeca.
Rebeca também responde a outra suspeita de doping, em teste realizado em maio de 2006. Esse caso está na Corte de Arbitragem do Esporte (CAS), em Lausanne, e deve ser julgado até o final do ano. Caso seja condenada em duas dessas pendências, Rebeca será banida do esporte. A nadadora também pode perder as quatro medalhas (dois ouros, uma prata e um bronze) conquistadas no Pan, além de ter seus resultados anulados.

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