Rebaixamento do River ofusca Copa América
Buenos Aires - A Copa América começa oficialmente amanhã, mas para os argentinos parece que ela ainda está longe. Pelas ruas de Buenos Aires, não há aquele clima de pré-estreia, já que a seleção anfitriã abre a competição contra a Bolívia, na noite desta sexta-feira. Pelo contrário, o clima é bem discreto e o motivo está estampado nas capas de todos os jornais portenhos.
O rebaixamento do River Plate para a segunda divisão argentina roubou a cena no país que recebe a Copa América. Seja a tristeza dos torcedores do River ou a festa dos ''xeneizes'', como são conhecidos os fanáticos pelo Boca Juniors, o fato é que o argentino ainda não entrou no clima da competição.
Os principais jornais de Buenos Aires dedicam quase toda sua edição destes últimos dias para repercutir os acontecimentos pós-rebaixamento.
Ontem, uma bomba explodiu junto à casa de um dirigente do clube. A bomba, segundo a imprensa local, provocou danos visíveis na porta e no muro da residência de Daniel Mancusi, porta-voz do presidente Daniel Passarella.
Mesmo com a momentânea indiferença argentina, a expectativa é grande em torno dos números dos torneios, principalmente os financeiros. A Copa América vai gerar um movimento sem precedentes e a estimativa é de que 5 bilhões de pessoas em 204 países assistam ao torneio.
De acordo com a organização da competição, cerca de 12 mil jovens com idade entre 18 e 25 anos, se inscreveram para serem voluntários. Desse número, 3.500 foram selecionados para trabalhar no apoio.
A Conmebol estima que a Copa América 2011 terá o dobro de lucro em relação à última, disputada na Venezuela e vencida pelo Brasil, em 2007. Aquela edição rendeu 500 milhões de dólares.
Diferentemente da Venezuela, a Argentina tem apenas um estádio novo, o Bicentenário, San Juan, em cuja construção foi investido 87 milhões de dólares. Os outros foram apenas reformados.
O comitê organizador local disponibilizou 750 mil ingressos para vários jogos e a expetativa é de casa cheia na maioria deles. O bilhete mais caro custa 500 dólares. O preço médio é de 150 dólares.
Nas lojas, porém, a procura por camisas da seleção argentina ainda é tímida. Segundo a vendedora Rosana Ríos, o movimentou ainda não é animador. ''Vendemos muito pouco a mais do que o normal nesses últimos dias. Espero que melhore após a estreia da Argentina'', disse Rosana. (T.M.)





