Rebaixamento atormenta Atlético e Coritiba
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terça-feira, 24 de novembro de 2009
Luciano Balarotti<br> Equipe da Folha 
Curitiba - Rebaixamento. Esta palavra que tem rondado a dupla Atletiba ao longo de quase todo o Campeonato Brasileiro nunca esteve tão presente no cotidiano dos dois clubes. Os tropeços da última rodada, aliados às vitórias dos adversários diretos na luta contra a queda para a Série B, deixam os dois grandes rivais curitibanos à beira de um ataque de nervos.
No caso do Coritiba, o clube honra a música de maior sucesso do técnico Ney Franco em sua carreira paralela como compositor, encontrando-se no momento na ''beira do caos''. Com 16% de chances de cair de divisão, segundo os principais matemáticos, o Coxa tem pela frente um duelo bastante complicado com o Cruzeiro, no Mineirão. Precisando da vitória de qualquer jeito, terá que desafiar o tabu de não ter triunfado ainda como visitante no 2º turno da competição. O Alviverde ocupa a 14 posição, com 44 pontos - mesma pontuação do Furacão (15º colocado) e Botafogo (16º). E recebe o ascendente Fluminense (hoje na 17º posição, com 42 pontos), na última rodada, em duelo que poderá definir um dos rebaixados.
Além das dificuldades esperadas nos dois confrontos decisivos, o técnico luta contra o visível desânimo dos atletas após a goleada sofrida diante do Santos, em que o melhor em campo foi o goleiro Vanderlei - que se não tivesse salvado ao menos quatro chances claras de gol, inclusive em cobrança de pênalti de Kléber Pereira, levaria o Coxa a perder, no saldo de gols, uma posição na classificação, exatamente para o Atlético.
Abatido com a desastrosa atuação do time na Vila Belmiro, o técnico se desculpa com a torcida e pede que ela encha o Couto Pereira no jogo contra o Flu, daqui a duas semanas. Mas, por enquanto, pensa no duelo com o Cruzeiro, em que não terá os suspensos Pereira e Rodrigo Heffner, devendo escalar Dirceu e Ângelo (que será reavaliado hoje), em seus lugares. Outra mudança quase certa é o retorno de Pedro Ken no lugar de Makelele. ''Esse grupo tem tido uma entrega muito grande. Dependemos apenas das nossas forças para nos mantermos na primeira divisão. Agora é trabalhar forte para que possamos fazer uma boa partida domingo, no Mineirão'', afirma Franco, tentando reanimar elenco e torcedores.
E se o Coxa projeta a decisão de seu futuro para a última rodada, o Furacão conta com o mando de campo no próximo jogo para se garantir na elite. Com 12% de risco de rebaixamento, o Rubro-Negro se livra de qualquer perigo com um vitória simples sobre o Botafogo, na Arena, onde está invicto há dez partidas. ''Vamos buscar a vitória para saírmos de vez dessa situação incômoda. Pedimos para o torcedor nos apoiar e comparecer na Arena, para incentivar e ajudar quem está dentro de campo'', pede Paulo Baier, que sabe que o apoio da arquibancada será importante para o futuro do time.


