Rebaixados têm desafios na Série B
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quarta-feira, 20 de novembro de 2002
Agência Estado 
Campinas - Palmeiras e Botafogo serão as grandes atrações do Campeonato Brasileiro da Série B em 2003. Mas o que eles vão enfrentar nos gramados, de Norte a Sul do País, e quais as suas reais chances de voltarem à elite nacional em 2004? Algumas dificuldades são evidentes, como o calor das regiões Norte e Nordeste, as longas distâncias com viagens cansativas e alguns estádios acanhados, parecidos com verdadeiros caldeirões.
Distâncias e temperaturas elevadas quase sempre acompanham a Série B. Os novos integrantes da divisão vão visitar algumas capitais que não estão acostumados na Série A. É o caso de Recife, que tem três clubes, Sport e Santa Cruz ainda com chances de subirem, e o Naútico que escapou do rebaixamento para a Série C somente na última rodada.
Em Maceió, além das belas praias, a capital alagoana tem o CRB que sempre atua bem em casa. O América-RN, em Natal, é um time bastante irregular. Outra capital quente é Fortaleza, com dois clubes: o Ceará, já eliminado, e o Fortaleza, ainda com chances de subir. As distâncias são maiores e as viagens, consequentemente, mais cansativas. Viajar de São Paulo para Fortaleza ou Natal de avião dura em torno de quatro horas.
Mas os problemas vão começar mesmo na montagem do time, segundo o técnico Vágner Benazzi, um especialista na Série B que subiu o campeão Gama, em 1997, e o vice-campeão Figueirense, em 2001. ''É uma divisão mais de força e menos técnica. É preciso formar um elenco equilibrado, inclusive com jogadores experientes na Série B'', afirma Benazzi, ex-lateral direito do Palmeiras e atualmente técnico do Santo André.
Para Peter Silva, representante do Londrina na recém-criada Futebol Brasil Associados, as presenças de três times que fazem parte do Clube dos 13 Palmeiras, Botafogo e Portuguesa vão fortalecer a Série B, que já conta com Sport. ''Caso o Sport não suba, então todas as receitas auferidas serão divididas apenas entre os demais 22 participantes'', afirma o dirigente.
Ele também está animado com as negociações, a partir desta semana, com a Rede Globo e a Sportv para as transmissões ao vivo na próxima temporada. ''Este ano só pegamos R$ 2 milhões da televisão, mas a conversa agora será outra'', espera Silva.


