Curitiba - O Paraná Clube foi rebaixado para a Divisão de Acesso do Campeonato Paranaense pela primeira vez na sua história de 21 anos, ao empatar em casa em 2 a 2 com o Arapongas no sábado, pela penúltima rodada do returno do Estadual. Incompetente dentro de campo, o clube vai tentar se salvar nos tribunais.
Ontem, o advogado do Paraná, Alessandro Kishino, afirmou que amanhã ou na quarta-feira o clube deve ingressar com um pedido no Tribunal de Justiça Desportiva (TJD-PR) para que seja acolhido como terceiro interessado em um julgamento que pode tirar pontos do Rio Branco.
No início do mês, a Segunda Comissão Disciplinar do TJD-PR livrou o time de Paranaguá da perda de pontos no Campeonato Paranaense pela escalação irregular do meia-atacante Adriano de Oliveira Santos, registrado com o número de outro atleta. O clube foi condenado apenas a pagar multa de R$ 27,5 mil.
O Rio Branco havia sido denunciado com base no artigo 214 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (escalação de atleta em situação irregular) e poderia perder até 22 pontos neste Estadual. Entretanto, o clube acabou julgado com base no artigo 221, que trata de oferecer queixa infundada ou dar causa, por erro grosseiro ou sentimento pessoal, à instauração de inquérito ou processo na Justiça Desportiva. A procuradoria recorreu da decisão.
O recurso será julgado no pleno do TJD-PR, em data ainda não definida. Com 24 pontos no momento no Estadual (somando os dois turnos), caso perca a pontuação requerida pela procuradoria, o Rio Branco seria rebaixado e o Paraná, que tem 20 pontos, se salvaria da degola. ''Como agora temos interesse direto nesse assunto, vamos entrar com o pedido'', afirmou Kishino. O Cascavel, que já estava rebaixado, será o adversário do Paraná na última rodada do returno, no próximo fim de semana.

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