'Realmente houve uma briga no vestiário'
O meia Celsinho confirmou, em entrevista à Rádio Paiquerê AM, que houve um desentendimento entre ele e o gestor Sérgio Malucelli no vestiário após o empate com o Guaratinguetá, no domingo. A discussão foi o motivo principal para que o atleta tivesse o seu contrato rescindido com o clube.
"Realmente houve uma briga no vestiário. Chegamos quase ao ridículo de se agredir. Vestiário é lugar de jogador e comissão técnica. Naquele momento, eu estava bravo com o meu desempenho. Ouvi coisas que não são normais e toda ação tem uma reação. Os dois erraram", afirmou.
De acordo com o meia, o relacionamento com o dirigente sempre foi dos melhores e, inclusive há duas semanas chegaram a conversar sobre a possibilidade da renovação do seu contrato por mais dois anos. O atual vínculo terminaria em dezembro.
O jogador, porém, deu uma versão diferente sobre a sua saída do clube. "Na segunda-feira, às 11 horas, recebi uma ligação do João Severo (supervisor) para ir ao CT. Eles queriam me dar 30 dias de férias. Como profissional, não aceitei pois isso ia prejudicar meu trabalho. Dei a opção de treinar em separado ou rescindir o contrato. Eles não aceitaram e insistiram nas férias. Quando retornei para casa, recebi uma outra ligação do João me falando que o Malucelli havia aceitado a rescisão", contou.
Celsinho avaliou como positiva sua passagem pelo LEC em duas temporadas e meia. "Foram três anos vitoriosos, onde conquistei títulos todo ano. Quando eu cheguei o Londrina não tinha calendário, Copa do Brasil e nem vaga em campeonatos nacionais. Nada vai apagar o que a gente fez. Saio de cabeça erguida e tranquilo porque sempre fiz tudo da melhor maneira que podia ser feito", garantiu. "Não tenho dúvida que o grupo é eficiente e qualificado e que o Londrina vai buscar esse acesso". Celsinho deve ficar treinando no CT até arrumar outro clube. (L.F.C.)





