Realidades opostas marcam Jogos Universitários
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quarta-feira, 01 de setembro de 2010
Renato Oliveira<BR>Reportagem Local 
Os Jogos Universitários do Paraná (JUP's) chegam amanhã à sua 50 edição. São esperadas 23 instituições de ensino público e privado de todo Estado no município de Mandaguari, na região de Maringá. O torneio acontece entre amanhã e o próximo dia 9 de setembro. As modalidades em disputa são atletismo, basquete, futsal, handebol, judô, natação, tênis de mesa, vôlei e xadrez.
Londrina estará representada por duas instituições, Universidade Estadual de Londrina (UEL) e Unopar, com finalidades completamente distintas. Enquanto a primeira mantém o espírito de amadorismo que marcou os jogos na primeira fase do torneio, a segunda leva apenas duas equipes de alto rendimento, com intenção de se classificar para as Olimpíadas Universitárias (antigos Jogos Universitários Brasileiros - Jub's), em Blumenau, Santa Catarina.
Segundo Márcia Aversani, coordenadora do curso de educação física da Unopar, a universidade é representada tradicionalmente pelo futsal feminino e pelo handebol. ''São os esportes realmente praticados pelos alunos na universidade'', justifica.
''O Jup's são a oportunidade dos times da universidade conquistarem vaga para disputar competições de nível nacional, como as Olimpíadas Universitárias'', completa.
A técnica do futsal feminino, Jayne Borim, observa aumento no nível técnico dos Jup's desde a estreia do time em 2006. ''Hoje em dia, as grandes equipes de futsal nacionais possuem uma universidade por trás'', comenta ela, que busca o pentacampeonato na fase estadual.
Ela acredita que o futsal tem um nível parecido com a Série Ouro do Paranaense. ''Equipes como o Dom Bosco, de Curitiba, e o Guairacá, de Guarapuava, são concorrentes fortes. Elas investiram alto para buscar uma vaga na fase final, que será em Blumenau'', observa.
A delegação da Universidade Estadual de Londrina (UEL) é menos pretensiosa. O professor Ariobaldo Frisseli, o Dedé, explica que não existe projetos de alto rendimento, o que dificulta a montagem de times competitivos nos esportes coletivos. ''Mas estamos inscritos em quase todas as modalidades. Nossa delegação também costuma ser a maior'', defende.
Mas mesmo com os obstáculos, ele cita atletas que conseguem garantir vaga no brasileiro em modalidades individuais, a exemplo do judô.
''Nosso critério de seleção é o vestibular, o que acada sendo um limitador. Não temos um aspecto técnico para avaliar, diferente de instituições particulares que possuem times profissionais formados por alunos. É humanamente impossível vencer essas equipes'', analisa.


