São Paulo, 03 (AE) - Os jogadores do Real Madrid garantem: não vieram ao Brasil para passear. Ao contrário, os espanhóis querem fazer da conquista do título do Mundial Interclubes o início de uma reação devastadora, que incluiria a virada no Campeonato Espanhol (está em 13.º lugar) e o sucesso na Copa dos Campeões. Para recuperar o prestígio, eles sonham com uma final no Maracanã contra o poderoso Manchester United, atual campeão mundial.
O time está em nono lugar no Campeonato Espanhol com 23 pontos
13 a menos que o líder Deportivo La Coruña e quatro abaixo do rival Barcelona. "Vamos esquecer o passado e começar esta nova competição com toda força", anuncia o experiente volante Fernando Hierro.
Para Hierro, participar do Mundial Interclubes é uma honra para o Real Madrid e para o futebol espanhol. Ele considera o novo torneio da Fifa mais importante que a Copa Toyota, que o Real Madrid conquistou há dois anos vencendo o Vasco na final em Tóquio. "Uma final contra o Manchester seria interessante, mas vamos pensar passo a passo a nossa caminhada neste torneio", diz Hierro.
O Real Madrid estréia quarta-feira contra o Al Nassr da Arábia Saudita. Na sexta-feira enfrenta o Corinthians e na segunda, dia 10, pega o Raja Casablanca. O zagueiro brasileiro Júlio César não veio ao Brasil por causa de uma contusão. O holandês Seedorf transferiu-se para a Inter de Milão. O atacante Morientes recupera-se de uma lesão muscular, está gripado e não deverá atuar na estréia.
Em casa - Para dois jogadores, no entanto, a competição tem um gosto especial. Roberto Carlos e Sávio dizem que jogar novamente no Brasil é fascinante. Eles têm ajudado o técnico Vicente Del Bosque a desvendar os mistérios do rival mais difícil do grupo.
"Estudamos muito o Corinthians e posso dizer que vamos jogar no ataque", avisa Roberto Carlos, que hoje encontrou no hotel antigos adversários, como o corintiano Dinei. Sávio aproveitou um momento de folga para comprar revistas nacionais. "Preciso saber as novidades do meu país", destaca.
Os jogadores admitem que o prêmio de US$ 6 milhões que a Fifa vai dar ao campeão é atraente. "Nossa obrigação é buscar o prestígio esportivo, o econômico fica por conta da diretoria", disfarça Hierro. O presidente Lorenzo Sanz garante que dinheiro não é problema para o Real Madrid. "No último ano tivemos um faturamento de US$ 120 milhões", destaca. "Em três anos, seremos o clube mais rico do mundo."

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