O Vasco terá que esperar pelo menos mais um ano para conquistar o título de melhor time do planeta. Ontem, no Estádio Nacional de Tóquio, numa partida emocionante e recheada de lances bonitos, o Real Madrid derrotou o time brasileiro por 2 a 1, adiando o sonho cruzmaltino de fechar o ano de comemorações do seu centenário com a inédita conquista do Mundial Interclubes. Essa foi a segunda vez que o Real ganhou o título. A primeira vez foi em 1960, ano de estréia da competição.
O Vasco demonstrou estar em boa fase, principalmente no segundo tempo, quando dominou o jogo e criou várias oportunidades de gol. Mas o Real, apesar de não estar bem no Campeonato Espanhol e na Copa dos Campeões, fez valer a categoria individual de seus jogadores. O meio-de-campo Seedorf e o atacante espanhol Raúl foram os destaques da partida.
O começo do Vasco no jogo foi nervoso, dando espaços ao Real para tocar a bola no meio-de-campo e chegar ao ataque. Aos 25 minutos, um lance infeliz para o Vasco. Roberto Carlos cruzou forte da esquerda e Nasa tenta cortar o cruzamento, mas errou e cabeceou para dentro do gol, enganando Carlos Germano. A equipe vascaína, que já estava mal, se retraiu mais ainda e só chegou ao ataque com perigo em duas oportunidades, até o fim da primeira etapa.
Na segunda fase o Vasco voltou melhor. Aos 11 minutos, depois de Luizão e Donizete desperdiçarem a chance de marcar, Juninho driblou Hierro e chutou forte, no ângulo direito de Ilgner, empatando o jogo.
A partir daí, o Vasco teve mais a posse de bola, pressionando o Real em seu campo, que só chegava ao ataque através de jogadas individuais de Seedorf, Sávio ou Mijatovic. A partida já caminhava para o fim, quando Seedorf, na sua intermediária, lançou Raúl. O atacante dominou no ar, driblou Vitor, que ficou sentado no gramado, ameaçou chutar, driblou Odvan e completou para o gol sem chances para Germano. Já eram 38 minutos de jogo e o Vasco não conseguiu reagir.
Pouco antes do gol de Raúl, Felipe entrou driblando a zaga espanhola, mas chutou para fora o que poderia ser o gol do título.

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