São Paulo - Vencer o clássico contra o Barcelona, hoje, fará do Real Madrid o provável campeão espanhol desta temporada. Vice das últimas três edições do Espanhol, o Real abrirá sete pontos sobre o atual tricampeão caso o derrote. Quase uma garantia de título para quem tem 85% de aproveitamento no Nacional e só quatro jogos pela frente. Outra derrota reduzirá a vantagem, que já foi de dez, para apenas um ponto. E encherá de pressão o time.
E desbancar o clube catalão não é um feito a qual seu elenco está acostumado. O Real está sem derrotar seu arquirrival pela liga nacional há quatro anos. Dos 14 clássicos disputados desde que Pep Guardiola assumiu o comando do Barcelona, no segundo semestre de 2008, o time da capital espanhola só ganhou um. E na prorrogação (final da Copa do Rei de 2011). Já são sete confrontos diretos consecutivos sem vitórias dos comandados pelo português José Mourinho.
E, para piorar, não há um jogador no elenco do Real com retrospecto positivo contra o Barcelona na carreira. Apenas três dos 23 atletas do plantel merengue nunca perderam para o time de Messi: o goleiro reserva Adán, o zagueiro Varane e o volante Sahin. Mas eles não têm mérito nenhum, já que jamais enfrentaram os catalães.
Cristiano Ronaldo, a maior estrela do clube galáctico, por exemplo, tem duas vitórias, cinco empates e oito derrotas contra os catalães por Real e Manchester United.
Foi o Barcelona que o impediu de ser bicampeão europeu pela equipe inglesa em 2009. O placar de 2 a 0 da final da Copa dos Campeões ainda foi pouco, tamanho o domínio dos espanhóis.
Kaká, eliminado com o Milan do principal torneio continental em 2006, Ricardo Carvalho, deixado para trás com o Chelsea no mesmo ano, e Benzema, goleado com o Lyon em 2009, são outros que sofreram nas mãos azuis e grenás antes de Madri.

mockup