Real joga em Ponta Grossa para testar torcida
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quinta-feira, 05 de julho de 2007
Thiago Mossini<br>Reportagem Local 
Um não tem estádio e não tem torcida, mas tem uma preciosa vaga na Primeira Divisão do Campeonato Paranaense. O outro não tem time, morre na praia há quatro anos tentando voltar à Série Ouro, mas tem casa e uma fanática torcida. Assim, Real Brasil, vice-campeão da Segundona, e Operário decidiram se unir e colocar Ponta Grossa novamente na elite paranaense.
Domingo, o Real vai mandar seu jogo contra o CAC/Portuguesa, outro time que mudou de cidade, na casa do Fantasma. A partida será uma espécie de tormômetro para medir o apoio que a nova equipe terá da torcida pontagrossense. Após o jogo, as duas partes devem formalizar o acordo.
Em entrevista à Rádio Santana, de Ponta Grossa, o gerente do Real, Altair Ferreira, confirmou que já está tudo acertado. ''O Real não tem estádio próprio e o campeonato profissional exige isso. O Operário tem o estádio e, principalmente, a torcida, que gosta de ir aos jogos e que apóia o time'', afirmou Ferreira.
Ele contou também que o presidente em exercício da Federação Paranaense de Futebol, Aluízio José Ferreira, foi o responsável por aproximar o clube comandado por Aurélio Almeida, o mesmo que era dono do Grêmio Maringá e do Império Toledo, do Conselho Gestor do Operário, encabeçado pelo deputado estadual Jocelito Canto.
De acordo com Ferreira, o Real/Operário será montado e comandado pelos cartolas do Real, que ficará também com os lucros de negociação de jogadores. O Operário cederá o Estádio Germano Kruger e o nome e participará dos lucros vindos das bilheterias, patrocínios e outras cotas.


