Reação de Edmundo preocupa comissão técnica vascaína
Agência Estado
Do Rio de Janeiro
O Vasco joga hoje com o Coritiba, no Couto Pereira, em clima tenso e de expectativa pela reação de Edmundo, que viveu uma semana tumultuada: foi preso na quarta-feira por determinação da Justiça Comum e liberado no dia seguinte. O atacante passou a manhã em casa e seguiu para o treino do Vasco cercado por seguranças. Ele evitou contato com a imprensa, participou com discrição do treino em São Januário e praticamente não falou com os colegas de clube.
Como sempre ocorre em vésperas de jogo, o técnico Antônio Lopes dirigiu um leve treino, com cruzamentos sobre a área, cobranças de falta e um rachão de dois toques. Edmundo parecia disperso e, em dado momento, caminhou até a lateral do campo para beber água, sentou-se no chão e, com o olhar vago, parecia fitar as nuvens. Logo, os outros jogadores do Vasco se aproximaram para bater papo. Ele chegou a retribuir alguns tapinhas nas costas, mas sempre de forma contida.
O vice-presidente de futebol do Vasco, Eurico Miranda, formalizou ontem, em entrevista coletiva, que a imprensa não poderá mais entrar em campo nos treinos do Vasco e vetou, inclusive, o ingresso em São Januário de repórteres do jornal Extra, O Globo e da TV Bandeirantes. A medida, segundo ele, visa a poupar o atacante Edmundo. Para o dirigente, Edmundo foi linchado moralmente pela imprensa. Se vocês entrarem em campo vão abordar pontos com Edmundo que não devem ser mais levantados. Eurico disse ainda que os demais jogadores estavam desautorizados a falar sobre a prisão de Edmundo.





