Raul pede paz na estréia do Tubarão
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quinta-feira, 22 de abril de 2004
Guilherme Gouveia<br> Reportagem Local 
Desde que assumiu, o técnico Raul Plassmann mantém um relacionamento complicado com alguns radialistas da crônica esportiva. Nunca escondeu sua insatisfação a respeito de comentários que considera infundados e acima de tudo maldosos. ''Existe uma pré-disposição nisso aí. A crítica pode vir à vontade, só não gosto de ser motivo de chacota, palhaçada ou comentários infundados'', esbravejou. Ontem à tarde, no entanto, mesmo afirmando que seu principal inimigo localiza-se fora de campo, Raul propôs uma espécie de armistício para o início da Série B do Campeonato Brasileiro. O Tubarão estréia hoje, às 20h30, contra o Avaí, no Estádio do Café. ''Temos muitas dificuldades pela frente, e espero que não tenha que brigar fora de campo. Não quero travar uma guerra paralela. Acho que todo mundo deveria remar no mesmo barco: jogadores, imprensa, eu, o clube, com o comprometimento de todos'', argumentou.
Logo após o recreativo, o ex-goleiro admitiu que a possibilidade de guerrear em duas frentes, principalmente nas tricheiras incrustadas fora de campo, o deixa preocupado e apreensivo em relação à sua permanência no comando técnico da equipe. ''Meu inimigo está lá fora. E se for como estou imaginando, eles podem derrubar a gente; e falo de time, comissão técnica, a estrutura toda'', previu.
Raul combateu a teoria da oposição, que segundo ele, considera o atual elenco medíocre ou ''pior do que o time que disputou a Copa João Havelange'' em 2000, o time só não foi rebaixado porque o regulamento não previa rebaixamento.
O treinador acredita que o grupo tem qualidades técnicas suficientes para, ao menos, conquistar uma das oito vagas para a segunda fase. A singela folha de pagamento do clube, uma das mais baixas do certame, segundo ele, não serve como parâmetro para mensurar o rendimento do time dentro de campo. ''Planejamos tudo dentro de nossas condições. O teto é de R$ 3 mil porque é o que podemos pagar. Não queremos fazer como os times do Nordeste, que oferecem R$ 30 mil, mas não vão pagar'', polemizou.
O pacto de Raul se estende ao torcedor do Tubarão. Embora guarde um certo rancor de um grupo que considera ''meia dúzia de imbecis'', ele acredita que é o torcedor quem dirá até onde o clube irá na Série B. ''Estou jogando a responsabilidade também para eles. O torcedor deve ser parceiro do clube, manter uma cumplicidade com o time'', ponderou. ''Gostaria de contar com o outro grupo, que é bem maior, que não vai ao estádio apenas com a pré-disposição de criticar''.
SERVIÇO
A venda antecipada de ingressos ocorrerá até 12 horas de hoje nos postos autorizados e até 15 horas na sede do clube (VGD). Com o cupom de desconto, o torcedor pagará R$ 10 pela arquibancada. Na bilheteria, custará R$ 15. Locais numerados e cadeiras cativas têm preço único, R$ 20 e R$ 25, respectivamente, e só poderão ser adquiridos no VGD. Sócios do Londrina, idosos entre 60 e 65 anos, mulheres e estudantes com identificação pagarão meia, R$ 7,50. Torcedores acima de 65 anos e menores de 12 anos terão acesso livre.
Em Londrina
Londrina
Adir; Carlos Alberto, Thiago Matias, Fábio Carioca e Fabinho (Réferson); Vagner, Germano, Eduardo Neves e Léo; Cahê e Cézar (Bolão). Técnico: Raul Plassmann
Avaí
Gilberto; Edilson, Jean Elias, Téio e Luizinho Neto; Bidu, Marcos Basílio, Carlinhos e Marquinhos Paraná; Jonhson e Tico. Técnico: Marcos Paquetá
Árbitro: Leandro Pedro Vuadem (RS)
Estádio: Do Café
Horário: 20h30


