Raul desafia torcedor do Tubarão
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terça-feira, 09 de março de 2004
Guilherme Gouveia<br> Reportagem Local 
Em tom desafiador, o técnico Raul Plassmann fez ontem um apelo (não emocionado) para que o torcedor do Tubarão prestigie o decisivo jogo diante do Coritiba no próximo domingo, às 16 horas, no Estádio do Café. E foi além disso: vai utilizar o jogo como parâmetro para sentir a evolução do nível de interatividade do torcedor com o time, invicto há oito partidas. ''Domingo vou saber quanto o time mexeu com o público. De acordo com o número de torcedores que for ao estádio, vou saber quem confia na gente'', analisou.
Mesmo com o discurso da humildade ainda pautando o andamento das entrevistas, Raul acredita que a boa campanha do time é um bom indicativo de que a vitória contra os rivais da capital não é algo inatingível, objeto apenas de sonhos e nada mais. ''A gente vai humilde, mas quero dizer ao torcedor que a possibilidade existe sim. Passamos por momentos difíceis, mas o time está bem agora. Digo que cresceu o olho e a vitória é possível sim'', afirmou.
Como já deu para perceber, o otimismo é geral, incluindo o que pensam os jogadores sobre o jogo. Mas o técnico do Tubarão (é claro que a vitória é fundamental para garantir a classificação para as semifinais) declarou ontem, logo após o treino, que independente do resultado, o clube já terá o que comemorar se um grande público apoiar o time no Café. ''Vamos ver até onde eles estão acreditando no time. Se o torcedor der uma resposta, já teremos o que comemorar, com 80% do caminho andado, independente do que aconteça pela frente'', ponderou.
Ontem, Raul comandou o primeiro treino com bola da semana. Antes do início da onda de especulações, ele tratou de adiantar que o time está definido ''Tenho desde ontem (segunda-feira) o time na cabeça mas como sempre preferiu guardá-lo para si. No treino, o zagueiro Thiago Matias, que estava suspenso, voltou a atuar entre os titulares. Diferente do volante Rocha, que mesmo retornando de suspensão, está ameaçado de não jogar. Raul voltou a reafirmar que no Londrina não há distinção de jogadores. ''No meu time não há reservas ou titulares. Há os de colete azul ou amarelo. Todo mundo tem a mesmas condições de jogar, mas escolho de acordo com a situação e o adversário'', explicou.
Os jogadores participariam ontem à noite de uma confraternização promovida pelo Iate Clube. Foram convidados também os integrantes da comissão técnica e da diretoria. ''É bom que se diga que não há nada o que comemorar. Mas acho que é importante porque integra mais o grupo e reúne os familiares de todo mundo'', avaliou Raul.


