Raul deixa o cargo e Caio Júnior deve assumir
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segunda-feira, 10 de maio de 2004
Guilherme Gouveia<br> Reportagem Local 
Desgastado após duas goleadas consecutivas na Série B, Raul Plassmann deixou o cargo de treinador do Londrina Esporte Clube. ''Fui até onde me senti útil para o clube, mas saio muito bem. Gostaria que nossa equipe estivesse nas primeiras colocações, mas montar um time dentro do campeonato é muito difícil... Saio de alma lavada, fiz o que podia ser feito, se o resultado não veio, me sinto responsável e não culpado'', argumentou. O paranaense Caio Júnior, 39 anos, que dirigiu o Cianorte (3º colocado) no Paranaense deste ano, deve ser o sucessor. O presidente Carlos Alberto Garcia confirmou ontem a informação e disse que faltam apenas ''alguns detalhes financeiros''. Em viagem a Portugal, Caio deve desembarcar na cidade amanhã à noite ou quinta-feira pela manhã, segundo previsão da diretoria.
Ex-atacante, revelado no Grêmio, com passagens no futebol português, Internacional e Paraná Clube, o cascavelense quase foi contratado para o início do Brasileiro. A boa campanha de Raul no Paranaense, porém, inviabilizou o acerto. ''Estivemos muito perto de fechar antes do campeonato. Gosto do Caio, ele é uma pessoa que conhece bem nosso elenco, e acho que é a melhor opção para o momento'', avaliou Garcia, que deve decidir no próximo sábado, em reunião do Conselho Deliberativo, se permanece ou não na presidência do clube.
Com a iminente chegada de um novo profissional, Raul retorna para suas atribuições de diretor-técnico do LEC, cargo pelo qual foi contratado no final do ano passado. Para justificar a decisão, tomada em conjunto com o presidente Garcia e o supervisor Antonio Nunes, o Lico, logo após a derrota para o Brasiliense, o ex-goleiro disse que apenas os resultados do time tiveram influência. O relacionamento tenso e turbulento que diretoria e comissão técnica mantêm com comentaristas da Rádio Paiquerê AM nada pesou. ''Não me sinto desgastado por causa disto. A rádio eu tiro de letra, ela não é um obstáculo para mim. Não tenho porque temer nada, tenho um passado pessoal e profissional intocável. Se a rádio também tem, eu não tenho um menor'', polemizou.
Sem excessos, Raul avalia com cuidado seu rendimento como técnico do Londrina. No Paranaense, trabalhou em nove jogos, com quatro vitórias, quatro empates e apenas uma derrota aproveitamento de 59,2% dos pontos. Na Copa do Brasil, uma vitória e uma derrota. Na Série B, o desastre: um empate (Avaí) e duas derrotas (Náutico e Brasiliense). ''Se for pesar o Paranaense e o Brasileiro, no mínimo empatou. Pô, fui mal só em três jogos! E no Paranaense? Se não saí lucrando, também não saí no prejuízo'', argumentou.


