Arquivo FolhaNa lutaBoesel:
depois de
perder o
patrocínio
da Brahma,
piloto
curitibano
ficou sem
um time
para a
temporada 98O piloto curitibano Raul Boesel enfrenta uma situação desconfortável. Ele está sem equipe e sem patrocínio. Depois do fim da temporada 97 da Fórmula Indy, a Cervejaria Brahma, seu principal patrocinador, decidiu desacelerar os investimentos na categoria, pois irá destinar recursos para a Copa do Mundo. Para Boesel a situação é desconfortante, principalmente se forem analisados seus resultados este ano.
Por força de contrato ele deveria terminar o campeonato deste ano entre os dez primeiros, além de somar 85 pontos. Ele terminou em décimo lugar e marcou 91 pontos. ‘‘É uma situação ruim. Não gostaria de estar passando por isso’’, disse o piloto que está em São Paulo negociando com novos patrocínios e uma equipe.
Embora a F-Indy seja um mercado atrativo para as empresas, os acertos entre pilotos e equipes dependem de vários fatores. ‘‘A questão é complicada. Dependemos de patrocínio para poder iniciar uma negociação com uma equipe. Por outro lado precisamos de um time para conversarmos com um patrocinador’’, diz. Ele comenta, que a escuderia Patrick, por quem competiu este ano, teve um faturamento, em mídia impressa e eletrônica, o equivalente a R$ 30 milhões. ‘‘Não é pouca coisa’’, analisou.
Ainda, assim, Boesel acha que é cedo para ficar preocupado. A temporada já terminou - dia 28 de setembro, em Fontana, - e é agora que as equipes estão iniciando as negociações com os pilotos. Boesel já entrou nesta ‘dança’. Entre as escuderias com quem conversou está a Tasman, que até a início de outubro tinha o brasileiro André Ribeiro como sua principal estrela.

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