Ratinho vai investir R$ 400 mil no Tubarão
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quarta-feira, 20 de setembro de 2006
Thiago Mossini<br> Reportagem Local 
Sucesso em audiência e nos negócios, o apresentador de tevê Carlos Massa, o Ratinho, quer ver agora seus investimentos no futebol decolarem. Para isso, quer usar o Londrina como ponte. Em entrevista à Folha, Ratinho confirma a parceria entre seu conglomerado de empresas, o Grupo Massa, com o clube e fala em revolucionar o futebol regional, com a política de clube/empresa.
Nascido em Monte Sião (MG), Ratinho foi criado em Marumbi (33 km ao sul de Apucarana) e deve fazer sua primeira aparição como parceiro do clube no jogo festivo de domingo, justamente em Marumbi, contra um selecionado local.
Folha: Como vai funcionar a parceria com o Londrina?
Ratinho: O presidente do Londrina (Peter Silva) esteve comigo uns tempos atrás e me falou da situação do Londrina, que precisava de um reforço financeiro para o Campeonato Paranaense. Então, como eu invisto em futebol, fiz um acordo com ele e fizemos uma parceria. Nós vamos ajudá-lo com um recurso da ordem aproximada de R$ 400 mil até o final do Paranaense. No momento em que for despontando jogadores nós venderemos e o Londrina servirá para nós como uma vitrine.
Folha: Por que o Londrina e não outro clube?
Ratinho: Porque o Londrina tem um estádio onde a gente pode fazer grandes promoções. Tem uma torcida grande. É a terceira cidade do Sul do Brasil (Joinville já ultrapassou Londrina em número de habitantes), mas é a única das cidades grandes do Sul que ainda tem o futebol fraco. A cidade é grande e o futebol é pequeno. Temos uma região metropolitana muito grande.
Folha: Quais são os objetivos em termos de resultados?
Ratinho: Queremos entrar o mais rápido possível para a Série C, depois para a B e, se Deus quiser, para a Série A. Mas esses primeiros meses serão uma tentativa. Vamos ver a convivência.
Folha: Esta etapa é uma espécie de laboratório então?
Ratinho: Um laboratório para ver se a parceria funciona. Um namoro para ver se vai dar casamento.
Folha: Você vai indicar algum patrocinador para a camisa?
Ratinho: Nós estamos falando com o pessoal da Sercomtel, que sempre patrocinou a camisa do Londrina. Aliás, ela tem grandes lucros em Londrina e tem por obrigação patrocinar a camisa do Londrina.
Folha: Já está assinada a parceria?
Ratinho: Já.
Folha: A parceria tem um tempo determinado de funcionamento?
Ratinho: Eu já fiz o primeiro pagamento. Eu só não fui a Londrina para falar sobre isso, se você quiser publicar você publica, se não quiser não publica, o problema é seu, para as pessoas não confundirem: 'Ah, o Ratinho está vindo aqui para ganhar votos para o filho dele (o deputado estadual e candidato a federal Ratinho Júnior)', o que não é verdade. Como já saiu uma notinha dessas no jornal e eu não sou de ficar aguentando desaforo, eu não vou mais. Quando acabar a eleição eu vou para Londrina.
Folha: Você não quer ligação política? Quer evitar boatos?
Ratinho: Não tem ligação política. Meu filho não está fazendo campanha em Londrina. Nós não vamos usar o Tubarão para angariar votos. Até porque eu não sei se a parceria vai dar certo. Eu quero que dê, mas não tenho certeza se vai dar.
Folha: Você vai aos jogos? Como será essa ligação com o clube?
Ratinho: Vou participar. Vai ter dinheiro envolvido. Eu quero que o Londrina se transforme num grande clube e quero ter grandes lucros com o Londrina. O futuro do futebol no mundo é o futebol/empresa.
Folha: Tem uma meta para conseguir os acessos?
Ratinho: Nós temos alguns grandes jogadores que vamos mandar para o Londrina. Jogadores novos, que já estão no time de baixo do Santos, do São Paulo. Eu quero que isso (os acessos) seja rápido. É um trabalho de médio prazo, mas eu quero que seja de curto prazo.
Folha: Tem algum jogador famoso, de peso, que vocês pensam em trazer para cá para mexer com o torcedor e com a cidade?
Ratinho: Se eu falar alguma coisa agora vou estar te enganando, primeiro porque não tem nada certo e segundo porque as pessoas vão pensar que eu estou fazendo isso por causa de política. Quero ficar fora disso.
Folha: Então o grande investimento será no Paranaense, a partir de janeiro?
Ratinho: Aí sim. Nós vamos sentar, analisar, chamar os empresários de Londrina. A idéia é fazer um grande fundo para o Londrina, onde todos participam. Quem quiser comprar cotas do jogador vai comprar e quando o jogador for vendido ele recebe a cota proporcional.
Folha: Vai revolucionar o futebol da região?
Ratinho: Exatamente. É o que está se fazendo no mundo e o que a gente quer fazer aí no Londrina. Queremos começar a trabalhar direito.


