Valmir Denardin
Torcedores endinheirados têm uma opção rápida, confortável - e cara - de transporte para assistir aos jogos da Copa América que estão sendo disputados em Ciudad del Este, no Paraguai. A empresa aérea Helisul, de Foz do Iguaçu, implantou um serviço de helicóptero que, nos dias de jogos, faz o trajeto entre o centro da cidade e o Estádio Tres de Febrero.
Para cruzar o Rio Paraná, fronteira entre Brasil e Paraguai, e parte das duas cidades - num percurso de aproximadamente três quilômetros, em linha reta -, o helicóptero leva apenas dois minutos. O preço: R$ 80,00 na ida ao estádio e a metade desse valor, no retorno.
Quem chega ao Paraguai cruzando a Ponte da Amizade, única ligação rodoviária entre as duas cidades fronteiriças - um percurso de aproximadamente sete quilômetros - de carro, pode perder até uma hora nos constantes congestionamentos. O transporte, em táxis ou vans, durante a Copa América, está custando entre R$ 5,00 e R$ 15,00.
Segundo o piloto Paulo Brittes Martins, coordenador do serviço, o preço alto se deve à característica do vôo, que é internacional. ‘‘No Brasil, tivemos que obter autorização do DAC (Departamento de Aviação Civil, órgão do Ministério da Aeronáutica), da Polícia Federal e da Receita Federal. No Paraguai, da Dinac (Direção Nacional de Aviação Civil), do Departamento de Imigração e do Departamento de Aduanas’’, enumera Martins.
A empresa está operando com até cinco aeronaves, com capacidade variável entre quatro e seis passageiros, dependendo da demanda. No primeiro dia de operação do serviço - quarta-feira passada -, foram transportados 70 pessoas. Esse número subiu para 80 no último sábado, apesar da chuva contínua. Na rodada de hoje, o serviço vai funcionar entre as 15 horas e a 1 hora de amanhã.
Inacessível à maioria da população, o serviço tornou-se uma opção viável para personalidades que participam da Copa América e estão hospedadas em Foz do Iguaçu. Já foi usado pelo presidente da Fifa, Joseph Blatter, que visitou a fronteira na rodada de abertura do Grupo B.
No mesmo dia, a maior parte da comissão técnica da CBF - o técnico Wanderley Luxemburgo, o consultor técnico Candinho e o diretor-técnico, Marcos Moura, entre outros - também usou o helicóptero para chegar ao estádio rapidamente. O restante da Seleção, inclusive os jogadores, seguiu de ônibus.
O helicóptero também é o veículo preferido pelas equipes de narradores e comentaristas das redes de TV Globo e Bandeirantes. Concorrentes, os grupos liderados por Galvão Bueno, Falcão e Arnaldo César Coelho (Globo) e Luciano do Valle, Sílvio Luiz e Rivelino (Bandeirantes) chegaram a se cruzar nos helipontos.
Na última sexta-feira à tarde, véspera do jogo do Brasil com o México, Luxemburgo recusou um convite da Helisul para ir, de helicóptero, fazer compras em Ciudad del Este. Animado a princípio, ele desistiu com a alegação de que seria criticado por passear na véspera de um confronto decisivo.

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