A Confederação Brasileira de Vôlei (CBV) divulgou anteontem à noite o novo ranqueamento dos atletas, que traz algumas novidades para a temporada 1999/2000 da Superliga. Com isso foi dada a largada para a formação das equipes masculinas e femininas para a próxima temporada. Além de uma nova política nos gastos da entidade, a CBV promoveu algumas mudanças no ranqueamento. Quanto à forma de disputa, a CBV só deve falar quando souber quantas equipes vão participar da próxima temporada.
Para o ranqueamento da Superliga feminina foram criados os grupos A e B. No primeiro, estão as 12 principais atletas do País, com quatro valendo oito pontos (Fernanda Venturini, Ana Moser, Virna e Fofão) e as restantes valendo sete pontos. As atletas de uma mesma equipe não poderão somar mais de 32 pontos, sendo que nenhum time poderá inscrever mais de duas jogadoras do Grupo A. Os times não poderão ter a participação de duas atletas de oito pontos em uma mesma equipe, a menos que as duas já estejam juntas desde a temporada anterior. Cada equipe poderá ter apenas uma jogadora estrangeira.
Na categoria masculina, a CBV decidiu pontuar os 80 melhores jogadores do País. Cada equipe poderá somar no máximo 30 pontos, sendo que os times poderão contratar no máximo dois atletas de sete pontos. A lista dos destaques de 1998/1999 ganhou mais três atletas este ano: Giba, Kid e Marcelinho, que se juntam a Tande, Giovane, Max, Maurício, Marcelo Negrão, Gílson, Nalbert e Gustavo. Os times continuam com a possibilidade de contar com dois jogadores estrangeiros.
Outra mudança nos time atende a um pedido do técnico Radamés Lattari, da Seleção Masculina, e obriga as equipes a manter em seus grupos alguns jogadores juvenis, para dar mais equilíbrio ao torneio. Cada equipe masculina precisa ter em seu grupo de 18 atletas pelo menos quatro nascidos a partir de 1/1/80 e dois a partir de 1/1/78, entre os 12. No feminino, esses números são de três nascidas a partir de 1/1/81 e duas a partir de 1/1/78.
A principal dificuldade das equipes femininas será nos cortes das estrangeiras. Essa nova categoria pegou de surpresa o técnico Sérgio Negrão, ex-Leites Nestlé, agora comandante do BCN/Osasco. ‘‘Estou meio abismado com essa nova categoria de oito pontos que foi criada. Acho que o padrão do ano passado não deveria ter sido mudado’’, disse. ‘‘Foi ele que fez com que a Superliga tivesse equilíbrio e bom nível técnico.’’ Outro técnico descontente é o atual campeão William Carvalho, da Uniban/São Bernardo. ‘‘As ucranianas Tetyana e Mariya moravam juntas e as duas eram úteis para mim’’, disse, ainda sem saber quem será dispensada.
Com a divulgação do ranqueamento, as equipes correm atrás das renovações. Para a próxima temporada, o Rexona já acertou a renovação dos contratos de Fernanda Venturini, Érika, Elisângela, Waleswka e Valeska. As outras jogadoras já começam a ser contactadas a partir de hoje. Sobre as estrangeiras, dirigentes e comissão técnica vão se reunir para discutir o assunto.

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